O homem de Romanos 7

Como toda parte da Bíblia, Romanos 7 é de muito valor para o estudo do cristão. Reconhecendo isso, formulamos um pequeno estudo sobre este capítulo para auxiliar na compreensão correta do mesmo.

 

Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. (Romanos 7:14-17)

 

Não é novidade que esse texto dividiu exegetas por séculos, mas a maneira como muitos o interpretam nos parece, especialmente, problemática por vários motivos. Continuar lendo

Breve estudo sobre a doutrina do pecado – uma tréplica a Leandro Quadros

Este texto é a continuação de um debate entre nossa equipe e Leandro Quadros. Neste artigo, abordaremos os seguintes assuntos:

a) O conteúdo dos vídeos de Leandro Quadros em que comenta a questão do sétimo mandamento e sua resposta a nosso texto;

b) O debate sobre a definição de pecado e a Lei de Deus;

c) Análise dos textos de I Jo 1:8 e 10; I Jo 3:6-9;

d) Análise de Romanos 7;

e) Textos de Ellen White sobre hamartiologia.

Como este debate começou?

Ano passado, Leandro Quadros publicou um vídeo acerca do uso de transporte público aos sábados [chamaremos esse vídeo de “vídeo 1”]. Por motivos que desconhecemos, ele considerou que seria proveitoso ilustrar essa situação com o que ocorre com o adultério, momento em que ele disse as seguintes palavras:

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Resposta a Leandro Quadros sobre o sétimo mandamento

 

Recentemente, o professor Leandro Quadros publicou um vídeo (você pode assisti-lo ao final do texto) em que faz algumas afirmações bem fortes. Tais afirmações não devem ser compartilhadas desavisadamente sem uma séria análise de seu enunciado. E é isso que pretendemos fazer aqui.

O presente texto não tem como objetivo o julgamento das intenções do jornalista, mas sim estimular o senso crítico, o espírito bereiano em nossos leitores bem como dialogar e discutir ideias contraditórias.

Ainda que vejamos problemas na resposta de Leandro Quadros, não iremos focar no assunto principal do vídeo. Há duas boas razões para isso, (1) pretendemos futuramente, de maneira mais específica, analisar a questão de transporte público aos sábados em outro texto e (2) julgamos que o complemento da resposta do professor Leandro Quadros, aquele que levanta a questão do cumprimento do sétimo mandamento, tenha sido o principal ponto de dissonância entre nosso pensamento e o dele.

Vejamos, então, a fala do professor. Continuar lendo

Escolhidos

 

As epístolas de Pedro possuem um significado todo especial para nós que vivemos no tempo do fim (1 Pedro 1:5). Suas epístolas assumem um tom pastoral, de acordo com a ordem recebida de Cristo (João 21:15). Nelas encontramos conselhos sobre casamento, modéstia, deveres para com as autoridades civis, estilo de vida, conselhos aos jovens… Enfim, como um pastor deve cuidar de cada área vital de sua igreja, assim Pedro admoestou e aconselhou o corpo de crentes espalhados pela Ásia Menor.

O apóstolo inicia sua segunda carta afirmando que os seus leitores eram eleitos. A palavra “eleito” vem do grego ekletoi, literalmente, “os escolhidos”. Sobre isso, Cristo fez uma distinção em Mateus 22:14, vejamos: Continuar lendo

Andando nos passos de Jesus – (Comentário sobra la lição da escola sabatina)

O que você vê nesta imagem? O que Jesus veria? Fique um momento tentando ver com os olhos de Jesus e pensar com Sua mente.

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O que passa em seus pensamento quando você anda por uma cidade desconhecida e observa as casas, famílias e pessoas? O que lhe ocorre, quando em viagem de avião, observa várias cidades com aqueles carros minúsculos indo aos seus destinos, cena em que cada luz representa um lar? Como Jesus olharia? Ou melhor, como Ele olha cada cidade, cada lar, cada rostinho? Imagine quantas histórias tem esta cidade.

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Quando nosso coração é alcançado por Cristo; e descobrimos que os pecados que comumente cometíamos matavam-nO novamente e nos afastava de Deus; e que cada martelada que demos nos pregos, cada cuspida em Seu rosto, Ele perdoou; quando o Espírito de Deus faz uma obra em nosso coração, tirando o coração carnal (Gálatas 5:19-21) e colocando o coração espiritual (Gálatas 5:22), passamos então a ter em nós “esta mente, que também estava em Cristo Jesus.” Filipenses 2:5 a cada dia que permanecemos em Sua presença, ficamos mais semelhantes a Ele. Qual é o resultado disso?

Assim como Jesus, começaremos a observar histórias por trás de cada rosto, cada sorriso. Veremos traumas, sofrimentos, dores, vitórias e derrotas. Em cada luz, em cada casa, uma família; às vezes, desestruturada por um marido que acabou de sair pela porta deixando seu lar; joelhos dobrados, um clamor dentro do coração, almas aflitas, lágrima nos olhos, um pedido transborda na alma e é ouvido pela vizinhança; um pedido por um Ser superior capaz de socorrer nos piores momentos.

Essas almas clamam por Jesus, mesmo talvez sem O conhecer ainda, e Ele se compadece de cada uma como se fosse a única no mundo. Aqueles que têm a mente do Mestre, estarão em busca delas, não esperarão que venham até eles. Buscarão em Deus a reposta, a cada manhã, para saberem onde encontrar e como ajudar esses corações aflitos.

Assim como fazia nosso modelo:  

“Cristo, na Sua vida sobre a Terra, não fez planos para Si mesmo. Aceitou os planos de Deus a Seu respeito, e dia após dia o Pai lhos fazia conhecer. De tal maneira devíamos depender de Deus, que nossa vida pudesse ser a simples realização de Sua vontade. Confiando-Lhe nossos caminhos, Ele dirigirá nossos passos.” CBV – Pag. 479

Temos vividos pela carne ou pelo Espírito? Temos a mente de Jesus? Vamos descobrir de que lados estamos:

“Quem possui nosso coração? Com quem estão nossos pensamentos? Sobre quem gostamos de conversar? Quem é o objeto de nossas mais calorosas afeições e nossas melhores energias? Se somos de Cristo, nossos pensamentos com Ele estarão, e nEle se concentrarão as nossas mais doces meditações. Tudo que temos e somos a Ele será consagrado. Almejaremos trazer a Sua imagem, possuir Seu Espírito, cumprir Sua vontade e agradar-Lhe em todas as coisas. …” CC – Pag. 58

Assim como Jesus viveu, devemos viver. Ele desejava e fazia o bem às pessoas e, devemos fazer o mesmo. Nos acheguemos decididamente Àquele que pode nos transformar.

Medite neste texto (se possível, o leia por completo)  e, por favor, considere as palavras. Perceba a reação dos justos e dos ímpios. Imagine se fôssemos os bodes, será que não tentaríamos justificar da mesma forma?!

“E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas;… Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;

Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver. Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando [fizemos isso?]… E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes. Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando [fizemos isso?]… Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim. E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.” Mateus 25:31-46(Partes retiradas e [] acrescentadas por mim)

Por Marlon Ávila

Para quê serve o sal? (comentário sobre a lição da escola sabatina)

O tema da lição desta semana é bem pertinente à era eclesiástica que estamos inseridos e vivenciando. As religiões, há séculos, fazem obras de caridade. Budismo e Espiritismo são os melhores em assistencialismo social. O que difere as religiões, se no fim das contas, o importante é o amor ao próximo? Ghandi estaria certo em não compactuar com o Cristianismo? O que nos difere das demais religiões e denominações cristãs judaicas? Continuar lendo

Criados para as boas obras

Conheci o meu esposo pela internet, através do finado Orkut. Morávamos há cerca de 1.500km de distância, e começamos a namorar quando ainda tudo o que tínhamos era o contato virtual. Naquela época não havia Whatsaap, e nem mesmo uma série de facilidades que possuímos hoje. O fato é que comprávamos créditos nas promoções que surgiam, e assim ele me enviava dezenas de mensagens de celular por dia. Para me pedir em namoro, ele precisou utilizar 3 telefones públicos diferentes [é, a situação não era tão cômoda como hoje, {risos}, mas esta história fica para outro dia]. Depois, ele deixou família e amigos em sua terra natal para morar em minha cidade. Mudou-se para lá com apenas uma mochila nas costas, deixando para trás o que tinha de bens materiais também. Somos casados a pouco mais de 7 anos, e este ano completaremos 10 anos de namoro. Em todos estes anos, ele nunca me deu flores. Este ano, nasceu o Ben, nosso filhinho (de quem ele já falou aqui, há algumas semanas atrás). Por algumas vezes, após o almoço ou no meio da manhã, ouvi Marquinhos me dizer “meu bem, vá dormir que eu cuido dele”. Continuar lendo

Portadores de Esperança – Comentário jovem sobre a Lição da Escola Sabatina

“Todos podem ser grandes porque todos podem servir.” (Martin Luther King)

“Somente uma vida dedicada a outros é uma vida que vale a pena ser vivida.” (Albert Einstein)

“Ninguém cometeu erro maior do que aquele que nada fez porque só podia fazer pouco.” (Edmund Burke)

A lição desta semana traz a nós conceitos importantes e relevantes para a nossa caminhada cristã. No título “Justiça e Misericórdia” vemos duas características fundamentais que nos revelam a grandeza do caráter de Deus e a base de Seu trono.

No hebraico, praticar a justiça (hebr. tsedâqâh) é dar ao outro aquilo a que ele tem direito de forma que nada lhe falte, seja isto comida, roupas, dinheiro ou até mesmo trabalho. Deus nos chama a andar em justiça e retidão (Gn 18:19) porque Ele mesmo é justo. “Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor”. Jeremias 9:24. Podemos ver a justiça e a misericórdia de Deus no seguinte trecho da inspirada escritora: Continuar lendo

Restauração do domínio

O autor da lição fez um esquema muito prático e simples de ser entendido. Vejamos o que ele fez:

1- Sábado

Percebi que as introduções das lições são um sumário de tudo aquilo que vai ser discutido durante a semana. Tem três coisas que o autor coloca: como era o Éden; o domínio do santo par no Éden e o êxodo do Éden; e a restauração do Éden.

2- Domingo, “Criado para dominar”

Há uma explicação sobre o que é esse domínio. Nós pensamos como senso comum pensa: “domínio” é algo ruim e nos remete a despotismo. A lição, porém, trata esse assunto com sabedoria. O comentário de Ellen White sobre a lição deixa a pista no terceiro parágrafo da lição de domingo: inteligência, cérebro pensante e autônomo.

Era propósito de Deus que o homem usasse esse domínio (toda a capacidade intelectual) para constantemente aprender sobre Ele e que começasse a pensar e agir como Ele. “Seu caráter seria moldado de acordo com o caráter divino.” (CBA, V. 1, p. 1082). Continuar lendo