Hinário pra quê mesmo?

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Calma!

Se você acabou de ler o título acima nada de tirar conclusões precipitadas.

Talvez aqueles mais conservadores já devam estar pensando: “Ihhh, lá vem outro jovem querendo menosprezar ou diminuir a importância do hinário, ou quem sabe até forçar goela abaixo argumentos a favor do uso do CD Jovem. Esses jovens! Sempre querendo inovar as coisas em nossos cultos, mudar nossa liturgia, deixar tudo mais animado…”.

Bom, já adianto que não estou aqui para fazer nem um e nem outro, nem acusar o primeiro e nem defender o segundo, mas quem sabe estimular.

hasdImagine nosso tradicional (em algumas igrejas não mais tão tradicional assim) culto de sábado de manhã. As pessoas chegam, iniciam-se os momentos de cânticos e os dirigentes pedem para abrirmos (aqueles que possuem e ainda os levam para a igreja) nossos hinários em hinos previamente escolhidos. Alguns cantam juntamente com os dirigentes, outros nem sequer se dão ao trabalho, afinal com a mídia sendo projetada e o CD tocando muitos devem pensar que sua voz não é assim tão necessária e nada têm a contribuir para essa parte do culto. Essa cena tem sido cada vez mais comum em nossa realidade.

Tem crescido cada vez mais a quantidade de jovens que renegam ou até mesmo menosprezam o uso do hinário em nossos cultos. Muitos são por vezes influenciados ou apoiados pelos líderes das igrejas.  Mal sabem eles que ao evitar e esquivarem-se de cantar nossos hinos estão deixando de lado uma importante parte da história adventista, e se um povo não conhece sua história facilmente perde sua identidade. Para George Knight “quando um movimento cristão começa a tomar forma definida, em geral, desenvolve o próprio hinário. É claro que hinos e hinários nunca são neutros. Eles refletem a mensagem mais importante para aqueles que escrevem os cânticos e os compilam. (Meditação Matinal 2015, Para Não Esquecer, p. 92)”. Nossos pioneiros sabiam da importância doutrinária que a música pode trazer para benefício da igreja, por isso não mediram esforços para, ao longo do tempo, compilarem e comporem hinos que fossem fiéis à mensagem adventista.

Para alguns, hinário é sinônimo de música velha, chata e monótona. Inclusive, muitas igrejas diminuíram, e outras quase excluíram, o uso de hinos em sua liturgia, pois precisavam dar mais “ânimo” ao culto e fazer com que os jovens participassem mais. Logo, o bom e velho hinário foi trocado por coletâneas de músicas “contemporâneas” e que estão em alta na mídia adventista. “Contemporâneas” entre aspas sim, pois para muitos crentes o hinário adventista é feito apenas de músicas arcaicas do século passado. Bom, não é preciso ser um grande entendedor de teoria musical para saber-se que música contemporânea é aquela produzida nos séculos XX e XXI, ou aquelas cujo compositor se encontra ainda vivo na época do locutor. Nem é preciso dizer que o atual Hinário Adventista está repleto de músicas contemporâneas, tanto pela época em que foram compostas como também pela quantidade de autores vivos (Lineu Soares, Jader Santos, Ênio Monteiro, Costa Jr…). #pontoprohinário

Aliás, isso de música contemporânea ou não é apenas uma desculpa esfarrapada para aqueles mais ansiosos por implantar um pouco de pimenta musical nas igrejas, afinal o mesmo Espírito que inspirou os músicos de séculos passados não mudou e muito menos alterou seu gosto musical (Tiago 1:17).

“Esta comichão do desejo de dar origem a algo de novo nunca deu coisa boa em música sacra porque, para os caçadores de novidade, o Espírito Santo já é velho e ultrapassado por ter inspirado alguém há 50, 100 ou 200 anos.” (Dario Pires de Araújo, Música, Adventista e Eternidade, p. 53)

O povo de Deus, em todas as épocas, sempre utilizou uma coletânea de cânticos no formato de hinários para serem utilizados tanto em seus cultos de adoração como na vida devocional particular. Como exemplo bíblico, temos o livro de Salmos amplamente utilizado pelo povo de Israel bem como pelos apóstolos na era cristã (I Coríntios 14:26; Efésios 5:19; Colossenses 3:16). Ou seja, mesmo que não vivessem mais no sob o sistema judaico ainda assim os cristãos primitivos utilizavam os antigos salmos judaicos em sua adoração. Além deles, os primeiros reformadores também se esforçaram por criar e compor cânticos e melodias para que toda a congregação cantasse, sendo Martinho Lutero o principal nessa área. Deus jamais deixou Seu povo sem luz, inclusive sobre o tipo de música a ser utilizada em adoração a Ele.

“A viagem a Jerusalém, daquela maneira simples, patriarcal, por entre as belezas da primavera, o esplendor do verão, ou a glória de um outono amadurecido, era um deleite. Com ofertas de gratidão vinham eles, desde o homem de cabelos brancos até a criancinha, a fim de se encontrar com Deus em Sua santa habitação. Enquanto viajavam, as experiências do passado, as histórias que tanto idosos como jovens ainda amam tanto, eram de novo contadas às crianças hebreias. Eram entoados os cânticos que os haviam encorajado na peregrinação no deserto. Os mandamentos de Deus eram recitados em cantochão e, em combinação com as abençoadas influências da natureza e da cordial amizade, fixavam-se para sempre na memória das crianças e dos jovens.”—Educação, 42.

No hinário encontramos uma riqueza de conteúdo tanto musical quanto cultural. Ali podem ser encontradas melodias judaicas, alemãs, irlandesas e etc. Também se podem verificar autores desde Bethoveen a Bill Gather. Isso sem falar na riqueza de suas letras e melodias que, quando bem produzidas e cantadas com entendimento, nos fazem experimentar um pouco da realidade celestial aqui na Terra. Para os mais curiosos, um hinário sempre será fonte de aprendizado linguístico e bíblico, pois ali se faz referência a termos como “jubileu” (HASD, 135), “ditosa” (HASD, 91), “fenece” (HASD, 443), e outras diversas palavras e verbetes que fazem com que nosso vocabulário possa ser expandido e melhorado. #pontoprohinário

Além disso, seus hinos nada têm de meras e vãs repetições presentes em muitos corinhos atuais, alguns dos quais mais me parecem mais com mantras de tanto que repetem. Muitas das letras de um hinário são belas poesias (HASD, Eis que as Estrelas Vêm, 443) e cada estrofe é diferente da outra, repetindo apenas o coro. E nada, em suas letras ou ritmo, nos lembra dos atuais estilos mundanos condenados por Deus na Bíblia ou pela Sua mensageira, pois sua música é sacra e divinamente inspirada. Suas músicas chamam atenção pela riqueza de conteúdo doutrinário e beleza das letras, e não pelo ritmo agitado, letras vazias de significado (“restaura minha desilusão”, oi!?) ou melodias simplórias. #pontoprohinário

Seu repertório é o mais sacro possível, com letras escritas por autores que mantinham uma constante comunhão com Deus. Ali podemos encontrar músicas para as mais diversas ocasiões e sobre os mais diversos assuntos bíblicos. Em suas melodias encontramos paz, conforto, segurança, alívio, mas, acima de tudo, achamos o conhecimento necessário para seguir em nossa caminhada cristã. Quando cantamos um hino com alegria estamos dizendo a todos ao nosso redor que apreciamos aquilo que Deus separou para nós. Também estamos dando real valor àqueles que tanto se esforçaram por nos deixar um legado musical digno de ser entoado. #pontoprohinário

Talvez a razão de muitos jovens hoje não apreciarem o hinário seja porque não o conhecem. Não conhecem sua história, não conhecem a história de seus autores, não conhecem a história por trás de muitos dos hinos, não conhecem a história do hinário em questão ou até mesmo nem sequer conheçam o significado de um hinário. E a verdade é que ninguém ama aquilo que não conhece. Logo, se procurassem saber mais sobre suas músicas ou o porquê de termos um hinário sua compreensão e desejo por cantar seus hinos aumentariam em grande medida. Muitas vezes, por cantarmos os hinos de forma indiferente ao que diz a letra perdemos as bênçãos que poderiam advir caso cantássemos com interesse e devoção, além de impedirmos que anjos cantem através de nós e conosco. “Não é suficiente ter noções elementares do canto, mas com o entendimento, com o conhecimento, deve-se ter tal ligação com o Céu que os anjos possam cantar por nosso intermédio.” (Música – Sua influência na vida do cristão, p. 32).

Agora, leia o seguinte relato abaixo:

“Eles têm um grande bumbo, dois tamborins, um contrabaixo, dois pequenos violinos, uma flauta e duas cornetas. Seu livro de músicas é “Garden of Spices” e tocam músicas dançantes com letra sagrada. Nunca usam nosso próprio hinário, exceto quando os irmãos Breed ou Haskell pregam, então eles iniciam e terminam com um hino do nosso hinário, mas todos os outros hinos são do outro livro. Eles gritam “Amém”, “Louvado seja o Senhor” e “Glória a Deus”, como acontece nos cultos do Exército de Salvação. Isso causa aflição. As doutrinas pregadas correspondem ao resto. O pobre rebanho está verdadeiramente confuso. — Relatorio de S. N. Haskell a Sara McEnterfer, 12 de Setembro de 1900.”

O relato acima chegou até o conhecimento de Ellen White e se refere a uma reunião campal de Indiana em 1900. Alguns outros relatos foram escritos, e maiores detalhes sobre o assunto podem ser encontrados no livro Mensagens Escolhidas 2:31-39. O mais interessante no relato acima é que nele o sr. Haskell está se referindo a um contexto ruim e confuso e dentro do mesmo está o fato de as pessoas não usarem os hinos do hinário utilizado na época, mas sim uma outra coletânea que possuía “músicas dançantes com letras sagradas”. Alguma semelhança com nossos dias!? Fato é que a resposta de Ellen White sobre tal evento foi:

Esses acontecimentos do passado hão de ocorrer novamente no futuro. Satanás fará da musica uma armadilha pela maneira como é dirigida. Deus convida Seu povo, que tem a luz diante de si na Palavra e nos Testemunhos, a ler, considerar e colocar em prática. Instruções claras e definidas têm sido dadas a fim de todos entenderem. Mas a comichão do desejo de dar origem a algo de novo dá em resultado doutrinas estranhas, e destrói largamente a influência dos que seriam uma força para o bem, caso mantivessem firme o princípio de sua confiança na verdade que o Senhor lhes dera.”— Mensagens Escolhidas 2:37, 38.

Ellen White considera tudo o que foi relatado como sendo contrário à vontade de Deus, não apenas as músicas, instrumentos e danças, mas também o fato de não serem utilizadas as músicas do “nosso próprio hinário”. A questão é: será que seus ensinos e conselhos ainda são válidos em nossos dias? #pensenisso

Alguns já podem estar indagando com certa irritação: “Ah, então quer dizer que só podemos cantar música que for do hinário e nenhuma outra serve!?”. Claro que não, mas devemos ser muitos mais seletivos com aquelas que não estão nele. Toda e qualquer música deve passar pelo crivo da Palavra de Deus e dos Testemunhos (Isaías 8:20), e devemos sempre nos questionar: essa música me eleva espiritualmente, me ensina a Lei do Senhor, me transmite os valores e princípios bíblicos? Ao final deste artigo, serão adicionadas dicas de leitura para aqueles que quiserem saber mais sobre que música é aceitável para Deus. Faça suas perguntas porque Deus jamais deixará você sem resposta.

Meu objetivo aqui está longe de dizer que apenas as músicas do hinário são próprias para uso em nossos cultos. Esse artigo é apenas o desabafo de alguém que está vendo as preciosas pérolas musicais de nossa igreja serem esquecidas e negligenciadas rapidamente. Nosso Hinário Adventista não pode ser substituído e jamais deve ser rejeitado. Se as igrejas, com seus líderes e pastores, investirem mais em seus músicos, ensinando-lhes sobre o real valor da música, nossos cânticos e hinos não seriam monótonos e nossos cultos seriam mais vivos, racionais e edificantes.

Que tal neste exato instante você abrir aquele hinário, que talvez esteja gasto e empoeirado por falta de uso, ou quem sabe até mesmo baixar o aplicativo para seu tablet ou celular, e cantar um belo hino de que você goste!? Tenho certeza que Deus falará com você através dele. E não se esqueça de no próximo culto cantar os hinos com alegria e entendimento. Lembrem-se: Hinário Adventista é COOLtura Adventista! 😉

A seguir, um breve vídeo que nos ajudará a ter noção da importância dos hinos em nossas vidas.

[youtube=http://youtu.be/5PrYex2v2GU]

“Não mude de lugar os antigos marcos que limitam as propriedades e que foram colocados por seus antepassados.” (Provérbios 22;8)

Annik Catunda

Dicas de Leitura:

  1. Música – Sua Influência na Vida do Cristão (Ellen White)
  2. Música para aprender a Lei (Dr. Cláudio Ruy Vasconcelos da Fonseca)
  3. Site: Música Sacra e Adoração
  • giovannabonilha

    Lembro-me qdo era mais jovem e ministrava os momentos de louvor em minha igreja e reclamava que as músicas do hinario eram agudas demais. Só fui valorizar qdo aprendi mais sobre teoria musical e vi a beleza da harmonia e riqueza de arranjo.

    • Realmente, já ouvi muito essa reclamação de que as músicas são agudas de mais. Eu mesma algumas vezes só escolhia as “facinhas”, rs. No entanto, será que devemos rebaixar o padrão divino com relação à qualidade musical trocando os hinos por músicas sem qualquer valor melódico, ou deveríamos ver isso como um incentivo ao estudo e aperfeiçoamento de nossas vozes? Né não!?

  • giovannabonilha

    Também acho, quando nos preparamos vocalmente entoamos hinos mais agradáveis aos ouvidos. Não gosto de doxologia despreparada. Aquela velha história: alguém escolhe um hino??
    Um ps: fiquei esperando o #pontoprocdjovem hahahahahah

  • giovannabonilha

    PS 2: só eu que qdo assisti o vídeo fui procurar a música: Jesus, lover of my soul?

    • Eu tbm fui procurar e me disseram que é o hino de número 97 (Meu Divino Protetor) no atual HASD.

      • giovannabonilha

        sério? Tava procurando e só dava Hillsong, aí pensei: acho que não é esse!

      • Everton

        No hinario tem o índice com o título original tbm, só uma dica p/ poder encontrar…

  • Projetar os hinos na igreja (com aplicativos piratas) faz o povo do Senhor ter preguiça de levar o hinário para a igreja. Os novos fiéis nem compram, pois já são nativos da tecnologia e nunca viram todos dependerem de um livro para cantar. Eu sempre ressalto nessas discussões que o hinário é mais importante na casa do irmãozinho para fazer culto familiar, pequeno grupo, etc. Nem todos podem ligar um computador e abrir hinos para cantar, primeiro por não ser prático e depois por não ser fácil levar o equipamento para qualquer lugar. Como não cantam em casa, não sabem cantar na igreja. Mas nem vou aprofundar o assunto falta de culto familiar ou pôr-do-sol que isso já seria assunto para um post inteiro.

    • Fabiano, a tecnologia sempre será útil em nossos, e o uso de slides e aplicativos do hinário foi um grande avanço e incentivo para que o mesmo passasse a ser melhor aproveitado em muitas igrejas. O que acontece é que, como a maioria das tecnologias e inovações, muitos acabaram por se acomodar com isso e o hinário em formato de livro foi deixado para trás, o que nos deixou muito males. Não condeno toda a tecnologia por trás do hinário, mas concordo com você que é sempre bom ter o livro em mãos. Deus te abençoe irmão!

    • giovannabonilha

      Dresch sobre sua postagem do facebook referente a esse assunto, concordo que o cd jovem deveria demorar mais pra ser lançado. Primeiro pra quê dê mais tempo de se fazer uma música de qualidade e não o “feijão com arroz” que se faz todos os anos e segundo pq qdo o povo aprende, já está com outro cd. E concordo tbm que o hinário tem que ser usado em qualquer culto e não só nos de sábado de manhã, masss, ultimamente, nem sábado de manhã está sendo usado. Enfim, não condeno as músicas do cd jovem pq algumas eu gosto bastante, mas pra mim uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa hehe. Eu sou mais conivente com culto tradicional e não com esse pseudogospel implantado por aí.

  • Annik Catunda,

    Parabéns pelos textos, principalmente, sobre adoração. Quero citar você em dissertação de mestrado em teologia.

    Por favor, você teria um e-mail para contato?.

    Muitíssimo Obrigado

    Jael Eneas
    Pastor do Campus
    UNASP, Hortolândia

    • Olá Pr. Jael! Fico extremamente agradecida por seu comentário. Peço que ore pelo projeto desse site para que Deus possa ser sempre honrado com nossas publicações. Meu e-mail para contato é: annik_catunda@hotmail.com. Estarei dispostar a ajudar no que for preciso. Abraços =D

  • Gostei muito do artigo. Sou um defensor do hinário adventista também, sem menosprezar as demais músicas cristãs, pela beleza das composições e principalmente pelo conteúdo doutrinário. Já preguei sobre o hinário, já fiz JA sobre a história do hinário e lancei um concurso para comporem letras sacras com melodias do hinário, e meu projeto mais recente e ensaiar o hinário adventista em vozes. Disponibilizei os playbacks na internet para ajudar a passar as vozes, para quem se interessar em http:www.hinarioadventistaemvozes.esy.es e http://hinarioadventistaemvozes.blogspot.com.br . Sonho em um dia cantarmos os hinos durante o culto em vozes, para que a presença de Deus seja ainda mais sentida em nosso meio durante os momentos que antecedem a pregação da Palavra. Que Deus a abençoe!

    • Caro Marcus, fiquei muito feliz em saber do seu entusiasmo e respeito por nosso hinário. Quem dera todos fossem assim, preocupados em usar melhor esse precioso repertório que o Senhor nos separou. Acessei seu blog e já estou divulgando, parabéns pela iniciativa. Abraços irmão!

  • Rafael

    Quais as características de uma melodia pobre? No hinario tem inumeras melodias fraquissimas, mas quero que me explique musicalmente o que é pobre pra voce?

    • Olá Rafael!
      Peço desculpas pela demora em responder ao seu comentário, que por sinal me fez pensar bastante. Realmente, não há tipos de melodia ou algum padrão para caracterizá-la. Melodia é melodia. Com “melodias simplórias” quis me referir aos corinhos e músicas vazios de doutrina e ensinamentos, com pouca variação de notas e sons. Perdoe-me minha falta de especificação técnica, mas é como enxergo as coisas. Discordo de quando você diz que nosso hinário possui “melodias fraquíssimas”. É preciso lembrar que o hinário em formato de partitura foi idealizado visando o arranjo de vozes e da maneira mais simples para que a congregação como um todo pudesse ser beneficiada. A forma como ele será executado dependerá da criatividade do músico responsável por dirigir os hinos ou tocá-los. Há muito mais poesia, ensino e doutrina num curto “Eu te amo, ó Deus” ou em “Graça, amor e comunhão” que em muita coletânea de cd jovem. Não me entenda mal, não sou contra ao uso desse último, desde que suas músicas sejam bem selecionadas.

      Agradeço sua participação. Abraços.

      • RAFAEL

        Ainda acho que tem melodias fraquissimas, e temos que parar pra pensar também, que o hinário em 70 por cento das músicas foram compostas por compositores não adventistas, ou hinos comuns tradicionais em cada país, e por isso entra em outra discussão, porque pode usar esses compositores e não pode usar compositores não adventistas modernos? O hinário é mais santo? Porque? Já estou cansado de ver arranjos a 4 vozes lindíssimos de músicas “modernas”, ou estamos com mentalidade tradicionalista e baseada no que achamos que deva ser algo?

        • Rafael, nosso hinário possui músicas de compositores não adventistas modernos. Bill e Gloria Gaither são uns deles. Aliás, uma grande parte das músicas gravadas por nosso quarteto Arautos do Rei são do Gaither Vocal Band, o que quer dizer que estamos longe de rejeitar compositores não adventistas. Porém, há uma séria seleção dessas músicas por parte da comissão organizadora do hinário. Se por um lado cantamos “O Rei vem vindo (The King is coming)”, por outro dificilmente cantaríamos “Mary did you know” por ser quase uma oração a Maria (como se a mesma estivesse mesmo no Céu). Os hinos escolhidos para o Hinário são hinos que estão de acordo com a doutrina adventista. O problema talvez resida no fato de que para muitos cantar “Porque Ele vive” na igreja é chato, mas já ouvir “Because He lives” do quarteto americano é muito mais interessante (talvez por causa da performance vocal e do ritmo empregado). Não tenho dúvidas de que há belíssimas canções sacras nesse mundo afora que poderiam ser utilizadas em nossas coletâneas, basta esperar para que na próxima comissão elas sejam selecionadas. Eu e mais alguns amigos deste blog admiramos muito o trabalho do compositor não-adventista, e contemporâneo, Tom Fettke e orço para que mais músicas dele se façam presentes nas próximas edições. Nosso hinário torna-se santo no sentido de que é um instrumento separado para uso do povo adventista. Não critico o uso de hinos que não estejam presentes no hinário nos cultos, mas se forem usados outros que estes estejam de acordo com as instruções dadas a nós de como deve ser a música apresentada (melodia, letra e ritmo). Meu objetivo foi o de estimular mais o uso do Hinário Adventista não somente nos cultos congregacionais, mas em nossa devoção particular. Ele faz parte da nossa história e de nossa identidade, por isso deveríamos valorizá-lo mais.

          • RAFAEL

            Cara annikcatunda, admiro seu apreço e desígnio em defender o uso do hinário, estou te importunando pois sou Músico formado em Regência, sou maestro de orquestras e coros aqui, além de compor e arranjar hinos. Eu sou uma das pessoas que defendo o uso do hinário na igreja, mas fico profundamente magoado com o que a “cultura” de gostos musicais fez na cabeça de alguns membros e também uso de livros de “música” da igreja que considero demoníacos, e pode ter certeza que sigo todas as instruções dadas nos livros de Ellen G. W. Agora comentários como esse que você deu: “com as instruções dadas a nós de como deve ser a música apresentada (melodia, letra e ritmo).” só reforça minha tese de reclamação sem fundamento, pois como você pode dar um conselho técnico pra um músico da igreja dessa forma sem uma fundamentação técnica? Olha meu amigo músico aqui na igreja a melodia tem que ser assim, o ritmo tem que ser tal e a letra dessa forma, se não for assim você esta sendo usado pelo inimigo. O grande defeito de nós adventistas e outros cristãos, é o dever de espiritualizar tudo. Lembre sempre de uma coisa, ninguém nunca foi ao céu para saber como é a musica do céu, a não ser nas visões da Ellen G, que em seus textos só confirma que a música do céu não é comparada a que temos aqui, mas não da noção de instrumento, ritmo, é apenas uma musica celestial. E ai? Dai o que acontece em nossa igreja é o seguinte: Olha tem um estilo que se aproxima do que eu acho ser música celestial, que é o estilo da música erudita, quanto mais base do período renascentistas, clássico e romântico, mais celestial é. Mas músicas desse tipo também falavam de orgias e tudo mais, o mesmo ritmo, mesmo estilo de melodia, era igual a sacra e profana, só mudava a letra. Então porque tentamos resgatar uma cultura que não é nossa? Sem base técnica nem teórica? Que sentido a nisso a não ser desestimular a criação e produção musical em nossa amada igreja. Se houver oportunidade queria escrever um artigo sobre isso. Mas estou vendo que opiniões são formadas e pronto. Abraços

          • Rafael, preciso concordar com o Sthefeson. Seu último comentário deu a entender que eu não posso escrever sobre música ou aconselhar sobre isso porque não tenho formação musical. Para mim, esse tipo de visão beira o preconceito. Com base em seu comentário, eu jamais poderia pregar, pois não sou formada em teologia e, mesmo após formada, eu jamais poderia subir ao púlpito, pois mulheres não podem ser ordenadas pastoras (mas isso é assunto de outro artigo nosso, rs). Triste sina a minha né!? Quer dizer então que todo o conhecimento disponível sobre música encontra-se presente apenas nos bancos da universidade? Acho que não. Se fosse assim Ellen White, que teve sua formação escolar apenas até os 9 anos de idade e era mulher, jamais teria escrito suas milhares de páginas sobre educação, economia, teologia, relacionamentos e, pasme!, até mesmo sobre música. Graças ao bom Deus, antes do trágico acidente, ela pôde aprender a ler e os livros – e o Espírito Santo – lhe deram toda a instrução necessária, bem como tenho procurado fazer também. Se você quiser, aceito indicações de livros que não sejam “demoníacos”, sei que com sua formação deves saber de uns excelentes.

            Sobre seu comentário sobre a “cultura do gosto” digo-lhe que não foi por gosto que passei a admirar o hinário. Por gosto mesmo eu só ouviria samba góspel, mpb góspel, pop góspel, estilos musicais com os quais cresci. No entanto, com minha pouca instrução sei que o gosto e a cultura não devem ser os principais padrões a influenciar a formação de meu caráter. “Embora reconhecendo que o gosto, na questão da música, varia grandemente de indivíduo para indivíduo, cremos que a Bíblia e os escritos de Ellen G. White sugerem princípios que podem formar nossas escolhas.” Filosofia Adventista do Sétimo Dia com Relação à Música. Documento votado em 13 out. 2004 pela Associação Geral da IASD.

            Sobre sua opinião a respeito das visões de Ellen White sobre a música no Céu e com isso não termos um padrão revelado do que seja a música aceitável, faço minhas a palavras do Pr. Dário Pires de Araújo: “Pena que em matéria de música, ou porque não tinha muito conhecimento
            da literatura musical do mundo, ou por alguma outra razão, ela (Ellen White) não tenha dito que gostava de certa música porque a fazia lembrar um pouco, de longe, a música do Céu. Se ela tivesse feito isto, eu faria uma seleção musical de todas as peças ou hinos que existem no mesmo estilo, na mesma construção, que produzissem efeito semelhante, e passaria a ouvi-las constantemente para já ir afinando meu gosto com a música angélica. Mas parece que a intenção divina também não era essa. Parece que Deus confia na capacidade do ser humano de compreender Suas orientações, e espera que mostre boa vontade e interesse para isso.” Música, Adventismo e Eternidade, p. 55.

            Se a música erudita teve seu uso pervetido, da mesma forma acontece hoje. Satanás era o regente do coro celestial, ele mais do que ninguém sabe como deturpar a boa música. Já eu apenas leio e estudo as orientações divinas e tento me adequar a elas, as mesmas são simples e de fácil compreensão quando se está interessado em obedecer. Gostaria de em breve ter acesso ao seu artigo, não deixe de enviá-lo ao meu e-mail: annik_catunda@hotmail.com

            Abraços, Annik Catunda

  • Ainda sobre hinários…

    O assunto mexe, pois, ao estarmos na presença de Deus, nossa mais sincera atitude é a adoração e o louvor.

    Todavia, os hinários de tempos em tempos precisam de revisão linguística e hinológica. No Brasil, desde o lançamento do pioneiro “Cantae ao Senhor – Hymnos para Cultos e Solemnidades Religiosas”, em 1914, houveram várias comissões revisoras para lançar as edições de 1933, 1963 e 1996.

    O papel de uma comissão revisora é sempre de preparar um hinário que atenda a Igreja em suas demandas doutrinárias, teológicas e de adoração. É da tradição adventista, cantar. Após o desapontamento de 1844, os adventistas observadores do sábado, estudavam a Bíblia, oravam e cantavam.

    Desta forma, a hinologia do movimento adventista em seus primórdios se caracterizava pela forte ênfase na verdade presente: o Sábado, Estilo de Vida e o Segundo Advento. Foi em 1849, cinco depois do desapontamento, que Tiago White publica o primeiro hinário adventista. Seu título: Hymns for God’s Peculiar People That Keep the Commandments of God and The Faith of Jesus (Hinos para o Povo Peculiar de Deus que Guardam os Mandamentos de Deus e a Fé de Jesus).

    Até usava-se hinários disponíveis das igrejas protestantes tradicionais, mas, o material hinológico não contemplava a crença doutrinária distintiva estudada em Daniel e Apocalipse. Por esta razão, o próprio Tiago White editava hinários, escolhia melodias e adaptava letras. Ele fez isto em sete hinários e complementos entre 1849 e 1869.

    Por que relembrar isto?

    Porque a produção de um hinário passa pela escolha, um processo intencional, principalmente quando se pensa que um hinário tem função e papel importantíssimo numa comunidade de fé. Hinários são livros devocionais, assim como a Lição da Escola Sabatina. Estes livros servem para o ensino, no caso dos hinários, ensinam através da poesia, da música e do louvor.

    A “Review and Herald” (RH), a Revista Adventista em inglês, mostra aspectos dos bastidores de um hinário. Ele publica na edição de 4 de julho de 1854, um convite: “enviem variedades de hinos e bem selecionados” . Dois meses antes de publicar o primeiro hinário com música, Tiago White ainda está empenhado. Veja, na RH de 20 de fevereiro de 1855, Tiago White diz que ainda “estava coletando cuidadosamente hinos de um grande número de hinários, sendo alguns deles bem antigos” .

    Leia isto (em inglês) na RH, Rochester, N.Y., July 4, 1854. v 5, no. 22. p. 176

    http://docs.adventistarchives.org/docs/RH/RH18540704-V05-22__B.pdf#view=fit

    Outra informação (também em inglês): RH, Rochester, N.Y.,Feb 20. 1855. v. 6, no. 23. p. 183.

    http://docs.adventistarchives.org/docs/RH/RH18550220-V06-23__B.pdf#view=fit

    O fato do atual hinário clamar por “revisão”, todavia, não tira o mérito deste tremendo livro devocional para a preservação doutrinária da igreja, embora hoje tenhamos outras fontes hinológicas como CDs, DVDs, etc.

    Apenas para pensar…e orar!

    Abraço

    Jael Eneas

  • Rafael, precisamos fazer teologia para pregar o Evangelho?

    O seu comentário, desculpa-me sinceridade, foi muito infeliz. Além de usar uma falácia de apelo à autoridade (“sou músico, formado em regência…”), você “critica” o artigo com um comentário. Aí depois faz uma outra pergunta que não têm coisa alguma a ver com o teu comentário anterior. Aí fica nessa, sem objetividade alguma! Eu fiquei com dúvidas quanto à tua objetividade, e não quanto aos teus questionamentos. Enfim…

    Mas quero deixar um simplório comentário:

    Ellen White descreve a música. Não precisamos fazer um curso de Letras Língua Portuguesa para entender e interpretar os escritos dela a respeito de música celeste ou termos uma visão (audição) de como é a música no céu para fazermos sua aplicação na igreja. Se ela afirma que não podemos nos apropriar da “música dançante”, então, seguiremos seu conselho. Não preciso fazer faculdade de música para entender o que é música dançante. Até um mendigo sabe o que é música dançante! Isso não é “espiritualizar”; é interpretação textual! Se ela fala para usarmos o nosso hinario, façamos o que foi solicitado. Simples! “Pois obedecer é melhor do que sacrificar…” #525HA

    Sobre melodias pobres

    Se tu, um músico formado, tens um conhecimento mais aprofundado sobre teoria musical, técnicas e etc., não seria mais elegante você nos ensinar, em um ambiente privado, em vez de falar sobre a nossa ignorância a respeito desses termos musicais, em público? “Quem tem mais conhecimento sobre algo, será mais cobrado.”

    Tenho certeza que teremos muito a aprender com você, porque tu deves ser um excelente músico.

    Eu fiquei interessado até em ver as tuas produções musicais: partituras, áudios, vídeos, etc…
    Se voce puder e quiser mandar algum material, por favor, envia-os para mim: sthefesonrony@gmail.com

    Um abraço, meu irmão. Deus te abençoe!

  • Rafael

    Eu peço perdão aos dois pela forma como disse, não quis parecer prepotente mas esses assuntos são importantes para serem passados despercebidos.Meu amado amigo S. Rony, se você for passear na França ou até mesmo ver no youtube a forma que eles cantam os hinos do hinario, o ritmo que eles usam pro louvor com hinario é o mesmo “jazz ou blues” do Brasil que seria a nossa amada bossa nova, ou se for na África verá o quanto que nossos irmãos são animados mudando o ritmo em todas as músicas, ou você pode ir nos EUA e ir em uma igreja adventista de negros e constatar a influencia africana nos cultos onde eles até ” dançam ” no louvor. Existe uma coisa chamada “cultura” que infelizmente ou felizmente nos influenciam em tudo em nossa vida inclusive em nossa vida religiosa. É pecado dançar para louvar a Deus? Na nossa cultura brasileira é pois no Brasil a dança é sempre relacionada a sexualidade, carnaval, boate etc… Mas nos paises orientais não. E deus rejeita o louvor deles? Sobre a questão musical não quis dizer que precisa ter formação pra saber se algo é bom ou ruim, o ponto que quero chegar é a estagnação musical dos adventistas no brasil, por acharem que ja são os melhores em música porque tem quartetos e grupos e corais, e vivem do passado glorioso, mas voce vai em 70 por cento das igrejas, não tem um musico sequer, porque por terem essa mentalidade ninguem mais quer estudar música, e na sua grande maioria colocam o cd do hinario e ns maioria das vezes só são expectadores da tecnologia. Foi plano de Deus que Ellen G. W. Não reproduzisse em partitura o que ouviu no céu ou que usasse termos mais técnicos, Deus ja sabia que essa discordância seria mil vezes pior. É ignorância nossa pensar que Deus nao poderia ter dado essa habilidade pra Ellen de escrever partitura ou ser mais técnica nesses assuntos, pra uma menina que escreu tudo sobre saude, sexualidade, educação, profecias, e porque musica não? Porque a música esta relacionada a coisa chamada louvor, e o louvor esta no coração, na mente, e no testemunho. Se você ver seu irmão cantando uma bossa nova gospel com letra da biblia, você vai condenalo? Você sabe o que passa no coração e na mente dele? Acredito fielmente na sinceridade das pessoas mais humildes que so conseguem cantar um sertanejo gospel de raiz, acredito que Deus só aceita o louvor de quem é sincero no que esta fazendo. Não preciso ser um doutor em musica pra saber que o ritmo ou melodia esta em segundi plano de quando se trata de louvar a Deus, a intenção e a fé é que faz um louvor ser perfeito. Se eu cantar só musica do hinario então serei salvo Rony? Continue acreditando nisso assim como que só as pessoas que vão a igreja serão salvas, ou só as pessoas que guardaram o sábado. Cristo tem seus filhos em todas as religiões, que no fibal vão ser descobertos, e onde esta a musica em tudo isso? “Segundo plano” Se as pedras falarão, então se a pessoa converte através de um sertanejo gospel, a condenação vira pra ela que foi sincera no que ouviu ou cantou ou para você que esta julgando a vida dela por causa de uma musica? Deus age de formas misteriosas, música é só ferramenta, sempre mudou e sempre mudará. Assim como as roupas, os instrumentos, as pessoas. O único que é imutável é Deus. Mais uma vez desculpas. Pensem nisso. Acabo aqui.

  • Nerud

    Prezados comentaristas!
    Diante de tanta controvérsia sobre como se deve “ADORAR A DEUS”, não seria interessante não usar nenhuma música é assim acabar com o problema? Evidente que a maioria vai divergir da minha opnião e acho coerente. Entretanto, com o farto material que existe sobre como Adorar Nosso Deus, eu não vejo nenhuma razão lógica, coerente para não sabermos ainda o que Deus aceita para seu louvou. Será que os músicos só tem ouvidos? essa questão de cultura é tão relativizada que passou segundo alguns a ser uma verdade absoluta. Ai eu pergunto. Será que a cultura justifica? Porque não deixamos que os nossos queridos irmãos da África ou os nossos irmãos islamitas tenham mais de uma esposa? Isto é da cultura e o que vale é a sinceridade, logo deduzo que não existe problema. Senhores músicos. Satanás é músico também. Sejam sinceros e tementes ao verdadeiros Deus, pois ele não aceita oferta defeituosa. Deus não vive sem nossa adoração, mas se nós não adoramos perfeitamente demonstramos que não O conhecemos. Reverter a enxurrada de pseudo louvores que até a própria Denominação patrocina será uma tarefa talvez impossível pelo que vejo nos escritos da irmã White, todavia pontualmente algumas congregações possam quem sabe realizar tamanha tarefa. Infelizmente os músicos criaram seus próprios “ministério” é só vivem de igreja em igreja, de show a show sem nenhuma igreja que frequente. Dinheiro, dinheiro e dinheiro, tudo cultura. E como nasci ontem faço de conta que acredito. Aliás parece que há uma citação de E.G.W. Que diz que o cantor(a) deve se ater somente a cantar. Se existir tal citação rasgue-a ela perdeu para cultura. Todos os cantores agora são pregadores. E no afã de serem simpáticos e agradáveis falam, falam e falam o óbvio que toda a igreja já sabe. Continuarei orando pela conversão de alguns músicos.
    Alguns dizem que o assunto é polêmico e difícil. Mentira. Se você tiver dúvidas pesquise com o coração aberto para ouvir a voz de Deus. Aliás eu não entendo se os músicos conhecem o Manual da Igreja. Talvez seja pedir demais. Mesmo assim vou fazer um pequeno apelo. Se você músico que fazer música, é apaixonado por isso é talvez não compreenda como fazer a música que Deus aceita, faça música folclórica, faça música para os enamorados e faça seu show , cobre seu ingresso, ganhe seu dinheiro e seja feliz

  • Dorivan Sousa

    Parabéns meu irmão por falar tantas verdades.

  • Grandes verdades! Quero ver um dia a IASD parar com os cânticos de plataforma e voltar ao louvor congregacional.

    No vídeo exemplo do que é isso… para aqueles que nunca viram e para relembrar outros.

    https://www.youtube.com/watch?v=-15v9iworAU&index=11&list=RD0JvCmvlm-Qg