Hinos do Advento

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Você já parou para pensar e refletir sobre as letras de nossos hinos? Possui algum hino preferido? Quando estava prestes a desistir veio à memória aquela melodia já esquecida, aí você começou a cantar alguma música e logo a angústia passou? Se sim, junte-se a mim nesta reflexão que fiz sobre alguns dos meus hinos prediletos. Se não, junte-se assim mesmo, tenho certeza que mal não irá fazer. Quem sabe até quando terminar não dê aquela vontade de tomar banho só para ir cantar no chuveiro. #quemnunca

Meu conselho é que você acompanhe os hinos que serão citados cantando-os ou apenas lendo suas letras no Hinário. O proveito será bem melhor.

Let’s Go!

Não é segredo, para aqueles mais próximos a mim, que gosto muito das músicas de nosso Hinário Adventista. Longe de saber todos os hinos decorados, e apesar de desconhecer alguns ainda, possuo uma lista particular dos meus autores preferidos, o hino preferido, a letra mais bonita e por aí vai. Conforme os dias vão passando essa lista pode mudar.

No entanto, não há dúvidas de qual seja a minha categoria preferida de hinos. São os chamados hinos do advento, ou hinos sobre a segunda vinda. Nessa minha categoria particular, incluem-se não só os hinos específicos sobre a volta de Jesus, como também aqueles que nos remetem um pouco sobre a realidade celestial ou o anseio por ver meu Salvador.

Apenas para relembrar, Advento é um verbete oriundo do latim Adventus, significando “chegada” ou “chegar a”. Essa mesma palavra também faz parte do nosso nome denominacional Igreja Adventista do Sétimo Dia, nome este que expressa as crenças da igreja em três palavras, “ ‘Adventista’ indica a segurança do breve retorno (advento) de Jesus a esta Terra, e ‘Sétimo Dia’, que se refere ao Sábado bíblico de descanso que foi graciosamente dado por Deus para a humanidade na criação”. (adventistas.org)

Enquanto escrevo o presente artigo, com meu hinário do lado, repasso mentalmente a lista dos meus hinos preferidos. Imediatamente vem à memória uma das letras mais bonitas, uma poesia até eu diria. Em “Guarda, Vê se Muito Falta” (HASD, 135) lemos um lindo diálogo entre um viajante ansioso para o raiar do dia, e um guarda, responsável não somente por anunciar o “romper do arrebol” como também levar as boas-novas de que em breve os “justos falecidos” ressuscitariam. Esse mesmo Guarda também é responsável por dar um importante aviso ao Viajor: “Fica em pé e põe-te alerta… Pois, que surge o Sol!”. Que “Sol” será este ao qual o Guarda se retrata? Ao final, na última estrofe, vemos ambos extasiados por contemplar a beleza do retorno de Cristo, com Suas “hostes a cantar”. Ao maravilhado Guarda, nada resta a declarar diante de tal evento a não ser: “Peregrino, que alegria! Vais em breve para o lar!”.

O clássico “Não Desistir” (HASD, 150) não poderia ficar de fora. O hino começa expressando as angústias pelas quais todos passamos em algum momento, apenas para nos lembrar no refrão que não devemos desistir, apesar dos pesares, pois “Breve aurora há de raiar!”. A promessa é certa: “Jesus logo vai regressar”.

John W. Peterson é meu autor preferido do Hinário Adventista. Para mim, suas letras e melodias são as mais belas, ricas e profundas. Sendo assim escolhi dois hinos de sua autoria para compor minha lista. O primeiro é “Cristo Virá Outra Vez” (HASD, 151). Apesar de escrever sobre música não tenho muito formação nesta arte. No entanto, sei que o ritmo mais apressado desse hino combina com o teor da mensagem contida nele. A palavra “alegre” ou “alegria” aparece em suas três estrofes, nos afirmando que, mesmo que não saibamos quando Cristo virá (“pela noite pode ser, ou no lindo alvorecer”) Ele virá sim, e breve! Por isso, alegremente devemos anunciar Seu evangelho.

O segundo hino escolhido deste grande compositor é “Primeiro Quero Ver Meu Salvador” (muito amor envolvido por esse hino). Quantos de nós já não escolheram aquele personagem preferido com quem quer bater um papo no Céu!? Ou quantos já não foram tentados a marcar um encontro embaixo da árvore da vida ou na beira do rio de cristal!? Como nós, o autor relata todos os seus desejos por ver as belezas da Nova Terra, há muita coisa que ele também deseja fazer ali. Mas, nem mesmo as ruas de ouro, ou a Árvore da Vida, palácios, ou uma conversa com sua querida mãe lhe tirarão a primazia de “ver primeiro o Salvador”, e assim deveríamos seguir seu exemplo.

O Rei Vem Vindo” (HASD, 128) sempre foi uma música diferente para mim, mas que gosto bastante. Por tratar-se do exato dia da volta de Cristo, e por relatar com exatidão os acontecimentos que seguirão um a um (mercados vazios, silêncio total, Jesus está descendo, abrem-se as sepulturas, e enquanto os remidos ressuscitam os maus fogem do fogo da destruição) a música começa com uma certa tensão, como se em suas notas ela exprimisse a solenidade desse grande dia e o terror que será para muitos. Porém, em seu refrão a tensão dá lugar a alegria de saber que “a trombeta está soando”, pois “Ele vem me buscar”.

Tem um hino que por anos cantei com o sentido errado, e é aqui que mora o perigo em se cantar uma música sem refletir em sua letra. Sempre que tocavam “Estrelas Terei” (HASD, 435) eu cantava o refrão como se fosse uma grande afirmação. Na coroa eu estrelas terei!, eu dizia com convicção, quando na verdade a música é uma grande indagação: Terei estrelas na minha coroa? Será que ao final terei guiado almas ao Salvador e terei anunciado o evangelho com eficiência para ser merecedor de ter uma coroa repleta de estrelas, simbolizando essas mesmas almas? Sobre isso Ellen White nos esclarece:

“Sobre o mar de vidro, os 144.000 ficaram em quadrado perfeito. Alguns deles tinham coroas muito brilhantes; outros, não tanto. Algumas coroas pareciam repletas de estrelas, ao passo que outras tinham poucas. Todos estavam perfeitamente satisfeitos com sua coroa. A coroa da vida será brilhante ou fosca, cintilará com muitas estrelas ou será abrilhantada por poucas pedras preciosas, de acordo com o nosso próprio procedimento. Não haverá ninguém salvo no Céu com uma coroa sem estrelas. Se entrardes ali, haverá alguma pessoa nas cortes da glória que encontrou entrada ali por vosso intermédio.” (Eventos Finais, p. 282).

Face a Face” (HASD,444) é um hino importante para a minha família. Era o hino preferido de meu avô materno. Apesar de nem todos serem adventistas, quando nos reunimos para um culto de pôr-do-sol esse hino é cantado em coro, com certeza por influência do grande pai que meu avô foi. Quantos de nós, assim como Moisés, não ansiamos por ver a glória de Deus pessoalmente? Porém, esse dia há de chegar e assim “hei de ver meu bom Jesus”.

Para fechar a lista eu não poderia deixar de citar o hino que é cantado mundialmente, feito para os adventistas e que expressa em sua letra e melodia a razão pela qual levamos o nome de adventistas. Composto para ser cantado na Conferência Geral de 1962, “Oh! que Esperança” (HASD, 469) tornou-se o carro-chefe de muitas conferências e reuniões seguintes. A emoção contida nesta música ultrapassou gerações, e até hoje é impossível não ficar contagiado, e até arrepiado, quando somos levados a cantar no clímax da música “Aleluia! Cristo é Rei!”, para então terminar com a grande certeza da letra: “Oh! Que esperança vibra em nosso ser, pois aguardamos o Senhor!”.

Há muitos outros hinos os quais gosto muito de cantar. “ Quando Deus Fizer Chamada”, “Lindo País”, “Saudades”, “Breve Virá”, “Bela Manhã”, “Vencendo vem Jesus”, “Quando For Então Chamado”, “Não tardará” (ok, este último não é do hinário, mas eu gosto tanto que entra na lista também, rs)…e por aí vai.

Como jovem, sinto falta de mais composições sobre a Segunda Vinda em nossas coletâneas, músicas que ao serem cantadas por toda a congregação tenham o mesmo poder de emocionar, cativar e confortar como as que foram citadas. Hinos que não apenas sejam feitos para um único ano e logo sejam substituídos pelo cd mais atual, mas que sejam tão arrebatadores que suas letras se tornem inesquecíveis. É esse tipo de música que faz com que esperança em nosso coração de ver Jesus regressar permaneça sempre acesa.

“Um evento tão glorioso pode incendiar a imaginação dos músicos de hoje para compor novas canções que terão um apelo a muitos que estão procurando significado e esperança em suas vidas. O cântico destas novas músicas deverá ajudar a captar a delícia e a excitação emocional do dia glorioso que se aproxima. Novos hinos do Advento, que sejam corretos teologicamente e musicalmente inspiradores, podem enriquecer a experiência de adoração dos crentes, e atrair a aqueles que são receptivos à obra do Espírito Santo em suas vidas.” (Levi de Paula Tavares, Uma Teologia Adventista da Música na Igreja).

Essa foi a minha lista sobre Hinos de Advento. E você, tem algum predileto sobre este tema? Qual aquele que mais lhe dá prazer em cantar? Já pensou nisso? Não se esqueça de comentar abaixo caso tenha alguma história especial com algum hino. E que tal no culto de pôr-do-sol desta sexta-feira você abrir seu Hinário Adventista e escolher uma de suas músicas para cantar e meditar com sua família?

E lembrem-se sempre: Hinário também é COOLtura #ficaadica 😉

“Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão. Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa. Porque ainda um pouquinho de tempo, E o que há de vir virá, e não tardará”. (Hebreus 10: 35-37)

Annik Catunda