Capítulo de hoje: Êxodo 39

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Bom dia! Estamos quase no fim do livro de Êxodo. Amanhã será o último capítulo. Desde o início desta releitura da Bíblia, temos visto e estudado novamente sobre a bondade e amor de Deus na criação, a sua misericórdia na queda do homem, a descendência de Adão através dos tempos, a promessa feita a Abraão, bem como a vida de José no Egito. Após isto, aprendemos sobre como é importante e bom ser fiel a Deus, não por medo. Mas por respeito e amor. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Pv 9:10).

Hoje, leremos a respeito da confecção das vestes sacerdotais e das vestes santas que o sumo sacerdote ministraria no santuário. Todo o material utilizado, as lâminas de ouro tecidas entre o azul da vestimenta, o cinto de ouro, entre outros, denotava a extrema santidade no serviço dos sacerdotes. A família de Arão tinha sido separada para tão elevado serviço, o que mostra novamente a misericórdia de Deus para com aquele que, tempos atrás, tinha se deixado levar pelo apelo e pressão popular e tinha cometido pecado tão horrendo (ver Êx 32).

“Aos sacerdotes estavam designadas as responsabilidades de: “acender as lâmpadas; queimar incenso; oferecer os sacrifícios; espargir o sangue; preparar, acondicionar o pão da proposição e dele comer; preservar as instruções divinas e ensinar a Lei” (O Ritual do Santuário, p. 38). Os demais levitas ficavam responsáveis pelos trabalhos gerais e periféricos do santuário, tais como: limpeza, vigilância, manutenção, trazer lenha, etc.” (Vestes sacerdotais da Graça, Lição da Escola Sabatina no. 5,).

O sumo sacerdote não representava a si mesmo. Era grande o seu privilégio, porém não era menor a sua responsabilidade. As vestes sacerdotais não eram para si. Eram um simbolismo de Jesus e Sua justiça! O sacerdote não podia vestir a si mesmo, da mesma forma que o pecador não pode cobrir a si mesmo de justiça, mas precisa de Cristo para transformar a sua vida por completo!

Neste capítulo, após a conclusão das vestimentas santas, há a finalização da obra do santuário, “conforme tudo o que o Senhor ordenara” (verso 32).

Desta forma, foi concluída toda a obra e apresentada a Moisés. O trabalho de construção do santuário, por mais sagrada que tenha sido, é uma débil forma do ser humano representar o santuário celeste, onde Cristo está hoje realizando sua obra, conforme nos é ensinado pelos ensinos proféticos da Sra. Ellen White:

“Aqui se revela o santuário do novo concerto. O santuário do primeiro concerto foi fundado pelo homem, construído por Moisés; este último foi fundado pelo Senhor, e não pelo homem. Naquele santuário os sacerdotes terrestres efetuavam o seu culto; neste, Cristo, nosso Sumo Sacerdote, ministra à destra de Deus. Um santuário estava na Terra, o outro no Céu. 

Demais, o tabernáculo construído por Moisés foi feito segundo um modelo. O Senhor lhe ordenou: “Conforme a tudo o que Eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus vasos, assim mesmo o fareis.” E novamente foi dada a ordem: “Atenta, pois, que o faças conforme ao seu modelo, que te foi mostrado no monte.” Êxo. 25:9 e 40. E Paulo diz que o primeiro tabernáculo era “uma alegoria para o tempo presente em que se ofereciam dons e sacrifícios”; que seus lugares santos eram “figuras das coisas que estão nos Céus”; que os sacerdotes que ofereciam dons segundo a lei, serviam de “exemplar e sombra das coisas celestiais”, e que “Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo Céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus”. Heb. 9:9 e 23; 8:5; 9:24.

O santuário do Céu, no qual Jesus ministra em nosso favor, é o grande original, de que o santuário construído por Moisés foi uma cópia. Deus pôs Seu Espírito sobre os construtores do santuário terrestre. A habilidade artística patenteada no trabalho era uma manifestação da sabedoria divina. As paredes tinham a aparência de ouro maciço, refletindo em todas as direções a luz das sete lâmpadas do castiçal de ouro. A mesa dos pães da proposição e o altar do incenso fulguravam como ouro polido. A magnífica cortina que formava o teto, bordada de figuras de anjos, nas cores azul, púrpura e escarlata, aumentava a beleza do cenário. E, além do segundo véu, estava o sagrado shekinah, a visível manifestação da glória de Deus, ante a qual ninguém, a não ser o sumo sacerdote, poderia entrar e viver.” O Grande Conflito, página 413, 414.

Que você possua um dia com as mais ricas bênçãos do Senhor e consiga compreender que hoje somos sacerdotes de Deus, e por mais que não tenhamos pedras preciosas em nossas roupas, ostentamos traços santos do caráter de Deus para brilhar como luz refletida do Seu trono de graça para o mundo. 🙂

  • Thiago Melo

    Muito Enriquecedor o artigo! Glória a Deus 🙂