Capítulo de hoje: Levítico 1

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Hoje iniciamos nossa leitura do livro de Levítico. Como uma breve introdução sobre o seu título, temos as seguintes informações:

  1. Recebeu o nome de “Levítico”, que tem como significado que pertencia à tribo de Levi.
  2. Seu autor é Moisés de forma indiscutível. Este livro contém aquilo que se chama de “Lei de Moisés”.
  3. O contexto histórico de Levítico abrange um período de apenas 30 dias. Nesse mês, todas as instruções contidas neste livro foram passadas a Moisés.
  4. Este livro trata, na maior parte, do serviço no santuário, embora não contenha todas as instruções de Deus a Israel.

Posto isto, temos o primeiro capítulo de Levítico, que fala sobre as ofertas e sacrifícios queimados, desde gado até aves. As ofertas queimadas são mencionadas depois do dilúvio, quando Noé ofereceu holocausto ao Senhor. Quatro tipos de animais eram usados para o sacrifício: novilhos, carneiros, bodes e aves. Quem era mais rico, poderia ofertar um novilho. Os pobres, no entanto, levavam uma rolinha ou um pombo.

Além de o animal não ter defeito, teria que ser de oferecido de própria vontade. O animal era um exemplo de substituição do pecador. Era uma representação de Cristo, que levaria o pecado da humanidade por livre e espontânea vontade. E o ato de imolar a vítima era algo torturante para quem o fazia. Não é possível crer que este trabalho trazia prazer. Tanto que nos tempos primórdios, os sacerdotes realizavam a imolação dos animais, muito embora o plano de Deus era que o pecador realizasse este trabalho, para que fosse e não pecasse mais. Após apresentar o sacrifício, confessado o seu pecado e imolada a vítima, seu trabalho terminava ali. Então a ministração do sangue começava pelos sacerdotes. Aspergia o sangue sobre o altar do holocausto, no seu lado interno. O sangue não utilizado era despejado na base do altar. Por meio deste sistema cerimonial, Deus nos ensina que o perdão dos pecados só pode ocorrer mediante derramamento de sangue.

O holocausto era esfolado, em épocas iniciais pelo ofertante, depois pelos levitas. Após, era colocado fogo sobre o altar. Era dever dos sacerdotes manter a chama acesa constantemente. O próprio Deus a havia acendido, e era um fogo santo. Até a lenha usada tinha que ser inspecionada, onde madeira danificada por insetos era rejeitada. Cada holocausto era posicionado em ordem, na mesma posição quando vivia. As suas entranhas deviam ser lavadas com água. Apesar da obviedade de que algo com água seria queimado na sequência, nos mostra que Deus requeria pureza e santidade neste processo.

Estas ofertas tinham aroma agradável a Deus, pois eram voluntárias. Muitas vezes as ofertas representavam gratidão e consagração a Deus. Os sacrifícios eram verdadeiras orações em forma visível.

Deus espera de nós nada menos que obediência. Sacrifício nenhum seria necessário se Adão não tivesse dado ouvidos à serpente maldita. Contudo, Deus é um Pai tão maravilhoso da humanidade, que simbolicamente instituiu o sistema de sacrifícios para que o homem entendesse que o salário do pecado era a morte. E morte eterna. Com a morte de Cristo, e sua ressurreição, temos a certeza que aceitando a graça da salvação temos oportunidade diária de apresentar os nossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Rm 12:1).

Feliz sábado!