Capítulo de hoje: Levítico 4

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Olá, tudo bem? Como vai a leitura da Bíblia? Espero que estejam gostando tanto quanto eu! Continuando a leitura sequencial, vemos no capítulo 4 de Levítico os ritos para algumas situações, um tanto, inusitadas.

No versículo 2, fala sobre “pecados de ignorância”, ou seja, inadvertidamente, sem pensar, de forma descuidada. O pecado não deixa de ser pecado nestas ocasiões, de modo que precisava de arrependimento da mesma maneira. Como dito pela Bíblia, o pecado é um desvio de um padrão estabelecido. É não alcançar o alvo. Também significa desobediência. Em todos esses casos, o capítulo enfatiza a necessidade de expiação deste pecado, tido, “por ignorância”. De fato, aquele que recebeu maior luz, ou seja, tem mais conhecimento daquilo que faz, também possui maior responsabilidade daquilo que realiza de certo ou de errado. Então as suas consequências são mais pesadas, certamente.

Neste ponto, temos um paralelo ao “sacerdote ungido”, neste caso, o sumo sacerdote (Êx 29:7 a 9). No caso específico, trata do pecado cometido por este. Ele era representante do povo. Neste ponto, Adão pode ter sido considerado uma forma de sumo sacerdote. Pois representava toda a humanidade que descenderia dele. Sendo Adão o primeiro pecador, Jesus seria o segundo Adão, ou seja, Aquele que seria o cabeça de uma nova ordem, porém perfeita, sem pecado (1Co 15:45 a 47). Neste caso, o sumo sacerdote também era a figura representativa de Cristo, onde carregava todos os fardos e pecados de Israel. Quando ele entrava no santuário, era em favor de todo o povo.

Muitas vezes enfatizamos o “derramamento de sangue”, porém não nos lembramos da MINISTRAÇÃO do sangue. O sangue derramado tinha um propósito: a aspersão nos ritos do santuário! O sangue era aspergido pelo sumo sacerdote, no caso de pecado dele mesmo, sete vezes, após o ritual de sacrifício da vítima. Como seu pecado era considerado de maior gravidade, ele aspergia este sangue sete vezes diante (não no) véu do santuário, que dividia o lugar santo do lugar santíssimo. “Na presença do Senhor” ele também aspergia o sangue no altar do incenso. Sobre a ministração do sangue, temos o seguinte: “o sangue devia ser recolhido em uma vasilha, e depois disso o sacerdote ministrava a aspersão. Era o sangue aspergido que efetuava a expiação, e não a porção do sangue derramada no solo mais tarde. A expiação era feita pelo sangue colocada nos chifres do altar e não pelo sangue derramado na terra (Êx 29:12, 30:10; Lv 4:7, 18, 25 e 34). Paulo citou o sangue aspergido em Hebreus 12:24 – “E a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel.”

A morte do animal era importante, pois sem ela, não se obtinha o sangue. Contudo, não para por aí. O Ministério de Cristo não acabou com a Sua morte. Continuou, enfim, quando Cristo adentrou no santuário celestial, e continuamente ministra o sangue que derramou em favor do pecador arrependido. Muitos cristãos sinceros não compreende esta parte do Ministério de Jesus Cristo como o grande Sumo Sacerdote. Apreciam o derramamento de sangue, porém não se recordam que após este processo, muito ainda precisava ser feito. Muitos sabem e acreditam que Jesus, de alguma maneira, está no céu, porém, não possuem compreensão exata do que Ele está fazendo lá com base nas Escrituras. Ignoram que a Bíblia mostra que o santuário terrestre é uma cópia do que está no céu.

Que todos nós possamos entender que estes rituais apontam para o Ministério de Cristo aqui nesta terra, e também para o Ministério contínuo de Cristo no céu, que ocorrerá até o momento do seu encerramento, pouco antes da sua segunda vinda: “Cristo recebe o reino no encerramento de Sua obra sacerdotal no santuário. Os povos e nações que O servirão são os redimidos (Apocalipse21:24)”. SMITH, Uriah. Considerações sobre Daniel e Apocalipse. Daniel 07 – A Luta pelo Domínio Mundial. Página 72.