Já se ouve o estrondo!

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Ao contemplar o magnificente templo de Jerusalém, juntos com os discípulos e estes a falar de sua beleza, Cristo lança uma profecia, com dor no coração, pois uma nação inteira seria condenada. Eles viveriam sob o governo do rei que escolheram para si, Satanás, e esta se tornaria em breve sua realidade.

“Vocês estão vendo tudo isto? “, perguntou ele. “Eu lhes garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas” Mateus 24:2

Sabendo da limitação deles, Jesus mistura a descrição da profecia da destruição de Jerusalém junto com a descrição dos últimos dias. Com certeza, ambas tem uma ligação muito grande. No evangelho de  Lucas, Jesus enuncia um meio de escape para todos aqueles que acreditassem em Sua profecia: “Quando virem Jerusalém rodeada de exércitos… fujam…” Lucas 21:20-22

Profecias não são alardes inúteis, são sinais do que vai acontecer, para que quando chegar a hora, saibamos como escapar dos terríveis acontecimentos. Se temos uma visão de que não devemos estudá-las para não sofrer, se mentimos ao fingir desconhecimento delas ou as ignoramos voluntariamente, já estamos assinando nosso destino. Assim aconteceu com Noé e a profecia do dilúvio, Moisés e o anjo destruidor, Jeremias e a destruição de Jerusalém, Jesus e a segunda destruição de Jerusalém, e não será diferente conosco e o “tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até aquele tempo” Daniel 12:21

Analisemos a profecia dada por Jesus se tornando realidade. Ano 70 d.C, muitos dos discípulos já haviam morrido como mártires, Jesus já havia subido aos céus há mais de 30 anos para realizar sua obra mediadora por nós. Em Jerusalém havia Judeus e cristãos, Jesus deu a profecia para todos, todos que ouvissem suas palavras seriam salvos da destruição. Os exércitos comandados por Céstio, cercam Jerusalém. Há uma apreensão, pois, como sairiam eles da cidade? Ao mesmo tempo, havia uma falsa segurança de se valer da tremenda fortaleza que era Jerusalém e seus, até então, intransponíveis muros.

No entanto, de repente, milagrosamente, (hoje a história nos diz que foi uma troca de imperador, mas com certeza guiada por Deus), os exércitos retiraram o cerco e voltaram para sua cidade. Os Judeus viram a cena como oportunidade de contra-ataque, e assim foi feito. eles contra-atacaram os exércitos e obtiveram feroz vitória. Os discípulos de Cristo aproveitaram a atenção de ambos os poderes na batalha e, sem impedimentos, deixaram a cidade como o bom Mestre havia ordenado.

Dizem que nenhum Cristão padeceu. Porém, o que vemos? Imagino a mente dos Judeus, vitoriosos da batalha, já festejando uma provável libertação do julgo romano e provavelmente zombando dos Cristãos: “Deixaram tudo, casa, roupa, podiam ter ficado conosco e ser vitoriosos, foram ouvir aquele Nazareno. Fanáticos, cegos, alarmistas!” Realmente todas as evidências apontavam para esse pensamento. Mais de 4 anos se passaram e a pergunta vem, porque toda essa pressa então para sair? Estava Jesus exagerando? Olhando a história contida no primeiro capítulo do livro “O Grande Conflito”, posso imaginar que se eles ficassem mais um minuto sequer, veriam a vitória dos Judeus e desacreditariam de Cristo.

Tito, então imperador romano, reúne seu exército com espírito de vingança, cerca novamente a cidade. Terríveis são os acontecimentos daqui em diante.

“Tão atrozes eram os transes da fome que homens roíam o couro de seus cinturões e sandálias, e a cobertura de seus escudos. …. As mais desumanas torturas eram infligidas pelos que se achavam no poder, a fim de extorquir do povo atingido pela necessidade … Milhares pereceram pela fome e pela peste. A afeição natural parecia ter desaparecido. Maridos roubavam de sua esposa, e esposas de seu marido. Viam-se filhos arrebatar o alimento da boca de seus pais idosos. A pergunta do profeta: “Pode uma mulher esquecerse tanto de seu filho que cria?” (Is 49:15) recebeu dentro dos muros da cidade condenada, a resposta: “As mãos das mulheres piedosas cozeram os próprios filhos; serviram-lhes de alimento na destruição da filha de Meu povo.” Lamentações 4:10. …

Os prisioneiros que resistiam ao cair presos, eram açoitados, torturados e crucificados diante do muro da cidade. Centenas eram diariamente mortos desta maneira, e essa horrível obra prolongou-se até que ao longo do vale de Josafá e no Calvário se erigiram cruzes em tão grande número que mal havia espaço para mover-se entre elas. De tão terrível maneira foi castigada aquela espantosa maldição proferida perante o tribunal de Pilatos: “O Seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos.” Mateus 27:25.” O Grande Conflito página 32.

As palavras são poucas para descrever tudo o que se passou naqueles meses. Mas a destruição veio, acredita-se que mais de um milhão de Judeus perderam sua vida. E o maravilhoso templo foi totalmente destruído.

Passando esse terrível acontecimento e tendo em mente como seria importante todos ouvirem as profecias dadas por Cristo, vemos agora aplicar à nós. Vemos que a profecia de Cristo narrada em Mateus 24, é uma mistura com as profecias com nosso tempo. Deixando os outros sinais evidentes de lado, qual a relação da destruição de Jerusalém conosco hoje?

“Como o cerco de Jerusalém pelos exércitos romanos era o sinal de fuga para os cristãos judeus, assim o arrogar-se nossa nação o poder no decreto que torna obrigatório o dia de repouso papal será uma advertência para nós. Será então tempo de deixar as grandes cidades, passo preparatório ao sair das menores para lares retirados em lugares solitários entre as montanhas.” – Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 166.

O mais impressionante dessa analogia, é quando vemos que o cerco em Jerusalém foi em duas etapas, o primeiro, “milagrosamente”, eu prefiro usar “Providencialmente” foi retirado.

A maioria dos adventistas creem que um dia virá o decreto dominical, e muitos desses imaginam que quando chegar este momento, decidirão fortemente ao lado de Cristo e jamais transgredirão o sábado na situação de tensão que estarão vivendo. Será!? Primeiro, estamos hoje guardando o sábado conforme o mandamento?

Continuando a analogia. A retirada do primeiro cerco possibilitou aos cristãos tomarem providências para se salvarem; já o segundo cerco foi definitivo. Houvesse algum cristão, por um momento sequer, negligenciado a palavra de Cristo, teria certamente padecido no terrível massacre.

houve o primeiro cerco dominical. Em 1888, o povo adventista se viu no fim, a nossa própria profetiza mostrou-se convencida de que o fim havia chegado, quase todos os estados americanos haviam posto leis dominicais, até um filho de Ellen White foi preso na ocasião. Segue os relatos do que houve na época:

“Em 1888, o Senador Blair apresentou uma proposta de lei ao Congresso dos Estados Unidos visando estabelecer a observância do primeiro dia da semana como um dia destinado a adoração religiosa e repouso. O Pr.Jones, uns dos líderes da Igreja Adventista do Sétimo Dia, se apresentou diante do Congresso dos Estados Unidos. Deram-lhe uma hora para apresentar seu caso diante do Congresso. Ele pediu um tempo para se preparar e concederam-lhe 24 horas. No dia seguinte sua apresentação não durou uma hora como haviam dito; ele esteve falando e respondendo perguntas por quatro horas diante do Congresso da nação americana. Graças à defesa erudita e incrível apresentada pelo Pr.Jones, a proposta de lei foi recusada pelo Congresso.” (Sua defesa diante do Congresso Norte-Americano bem como todas as perguntas que lhe fizeram os congressistas e as respostas que ele deu, foram publicadas no livro Lei Dominical Nacional, e está à venda impresso ou gratuitamente em pdf, VER NO FINAL).

“Acontecimentos que, há mais de quarenta anos, baseados na autoridade da palavra profética, declarávamos estarem iminentes, desenrolam-se agora perante nossos olhos. Já os legisladores da nação [refere-se aos Estados Unidos] foram instados a emendarem a Constituição, restringindo a liberdade de consciência. A questão de impor a observância do domingo tornou-se de interesse e importância nacionais.” -Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 318 (escrito em 1889).

Não é o assunto aqui, mas temos vários textos que nos mostram que Jesus já teria voltado, vou deixar um pequeno texto que fala a respeito:

“Se cada membro de igreja fosse inteiramente imbuído do espírito de sacrifício; … Tivesse sido o propósito de Deus em dar ao mundo a mensagem de misericórdia executado por Seu povo, e Cristo já poderia ter vindo à Terra e os santos já teriam recebido as boas-vindas na cidade de Deus.” Testemunhos Para a Igreja, vol. 6, pág. 450.

Vemos então que por uma mão providencialmente guiada, Deus deu mais tempo de graça à sua igreja, assim como o cerco foi retirado em Jerusalém, o cerco dominical também foi. Porém, já estamos no tempo em que já podemos ouvir as rodas romanas e o exercito vindo ao nosso encontro. Só é necessário abrirmos os nossos olhos e vermos os noticiários e lembrarmos das centenas de profecias dadas. Tomaremos nós as provisões assim como fizeram os Cristãos da época? Ou agiremos como o Judeus?

Cristão algum ousou relutar a sábia profecia dada por Cristo, cristão algum se fez a pergunta “mas porque não posso pegar minha roupa em casa?” Afinal o segundo cerco foi mais de 4 anos depois. As palavras de Cristo devem ser tratadas com seriedade senão teremos prejuízos, e muitas vezes eternos. Que palavras Cristo nos deixou?

Primeiro, se não fazemos uso da palavra profética, seja da Bíblia ou do Espírito de profecia, para nos inteirarmos sobre os sinais “Quando vires os Soldados Romanos…”, é um sinal que provavelmente seremos como o Judeus, se ao ler as palavras que Cristo nos deixou através dos profetas algo para nos prepararmos para esse tempo e falarmos “Ah, mas será que preciso disso mesmo?” ou “quando eu vir o segundo certo eu efetuo a mudança que preciso, é outro sinal que  provavelmente ficaremos no cerco”.

O Decreto dominical não é um aviso de preparo, isso já foi em 1888, o próximo, que já esta diante de nós, vem para concluir o processo de sacudidura, vem para provar o caráter que até então deveria estar em preparo, permitindo a cada dia negar-se e deixando Cristo viver.

Não esperemos ver mais sinais, façamos hoje nossa decisão, não sejamos presunçosos com o preparo, se Deus nos pede algo aparentemente sem lógica para que esse preparo seja efetuado, falaremos nós contra isso? Ou simplesmente obedeceremos? Deus pode nos pedir para mergulhar “7 vezes no rio Jordão”, ou então para nos retirar das grandes cidades, para pequenas e então para o campo, conforme Ele abrir as portas. Pede também uma reforma na vida, alimentação, vestimenta, tudo! Pede ainda que não trabalhemos para nosso próprio interesse. Vivemos o dia da expiação antitípico, somos os Israelitas espirituais, vejamos como eles viviam nessa época (Lv 16) e apliquemos a nós hoje. O meu e o seu nome pode estar passando agora nos livros do céu, não é momento para estarmos em contrição, oração, analisando o caráter e ainda num jejum de TUDO aquilo que nos é prejudicial!?

Deus está segurando os 4 ventos para que eu e você sejamos selados. Afinal, sabemos que o selamento junto com a chuva serôdia nos prepará para o que há de vir, e nós, já sabemos o preparo que devemos ter para receber essas bênçãos habilitadoras de Cristo? Sabemos nós que para recebê-las precisamos estar isentos de orgulho e egoísmo? Meus irmão, vivemos em guerra, e não em paz, a morte do eu precisa acontecer todos os dias de nossa vida. Tomemos as providências, coloquemos em prática tudo aquilo que Jesus nos deixou através de Seus profetas. Jesus está voltando!

Eu já posso ouvir o estrondo, já posso ver a realidade desse texto, vejo a graça e a justiça do nosso Deus, vamos para casa meus irmão, vamos para casa!

Vi quatro anjos que tinham uma obra a fazer na Terra, e estavam em vias de cumpri-la. Jesus estava vestido com trajes sacerdotais. Ele olhou compassivamente para os remanescentes, levantou então as mãos, e com voz de profunda compaixão, exclamou: “Meu sangue, Pai, Meu sangue! Meu sangue!” …. Vi, a seguir, um anjo com uma missão da parte de Jesus, voando celeremente aos quatro anjos que tinham a obra a fazer na Terra, agitando para cima e para baixo alguma coisa que tinha na mão, e clamando com grande voz: “Segurai! Segurai! Segurai! até que os servos de Deus sejam selados na fronte!

Perguntei ao meu anjo assistente o sentido do que eu ouvia, e que iriam fazer os quatro anjos. Ele me disse que era Deus quem restringia os poderes, e incumbira os Seus anjos de tudo quanto se relacionava com a Terra; que os quatro anjos tinham poder da parte de Deus para reter os quatro ventos, e que estavam já prestes a soltá-los; mas enquanto se lhes afrouxavam as mãos e os quatro ventos estavam para soprar, os olhos misericordiosos de Jesus contemplaram os remanescentes que não estavam selados e, erguendo as mãos ao Pai, alegou que havia derramado Seu sangue por eles. Então outro anjo recebeu ordem para voar velozmente aos outros quatro e mandar-lhes reter os ventos até que os servos de Deus fossem selados na fronte com o selo do Deus vivo.” Primeiros Escritos PÁGINA 38

Fica aqui o que Jesus, através de João, nos deixou:

Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

Por Marlon Ávila

 

O Livro com o argumentos usados por A. T. Jones no congresso americano em 1888 contra a proposta que previa a lei dominical para toda a nação:

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