Breve estudo sobre a doutrina do pecado – uma tréplica a Leandro Quadros

Este texto é a continuação de um debate entre nossa equipe e Leandro Quadros. Neste artigo, abordaremos os seguintes assuntos:

a) O conteúdo dos vídeos de Leandro Quadros em que comenta a questão do sétimo mandamento e sua resposta a nosso texto;

b) O debate sobre a definição de pecado e a Lei de Deus;

c) Análise dos textos de I Jo 1:8 e 10; I Jo 3:6-9;

d) Análise de Romanos 7;

e) Textos de Ellen White sobre hamartiologia.

Como este debate começou?

Ano passado, Leandro Quadros publicou um vídeo acerca do uso de transporte público aos sábados [chamaremos esse vídeo de “vídeo 1”]. Por motivos que desconhecemos, ele considerou que seria proveitoso ilustrar essa situação com o que ocorre com o adultério, momento em que ele disse as seguintes palavras:

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Para quê serve o sal? (comentário sobre a lição da escola sabatina)

O tema da lição desta semana é bem pertinente à era eclesiástica que estamos inseridos e vivenciando. As religiões, há séculos, fazem obras de caridade. Budismo e Espiritismo são os melhores em assistencialismo social. O que difere as religiões, se no fim das contas, o importante é o amor ao próximo? Ghandi estaria certo em não compactuar com o Cristianismo? O que nos difere das demais religiões e denominações cristãs judaicas? Continuar lendo

Criados para as boas obras

Conheci o meu esposo pela internet, através do finado Orkut. Morávamos há cerca de 1.500km de distância, e começamos a namorar quando ainda tudo o que tínhamos era o contato virtual. Naquela época não havia Whatsaap, e nem mesmo uma série de facilidades que possuímos hoje. O fato é que comprávamos créditos nas promoções que surgiam, e assim ele me enviava dezenas de mensagens de celular por dia. Para me pedir em namoro, ele precisou utilizar 3 telefones públicos diferentes [é, a situação não era tão cômoda como hoje, {risos}, mas esta história fica para outro dia]. Depois, ele deixou família e amigos em sua terra natal para morar em minha cidade. Mudou-se para lá com apenas uma mochila nas costas, deixando para trás o que tinha de bens materiais também. Somos casados a pouco mais de 7 anos, e este ano completaremos 10 anos de namoro. Em todos estes anos, ele nunca me deu flores. Este ano, nasceu o Ben, nosso filhinho (de quem ele já falou aqui, há algumas semanas atrás). Por algumas vezes, após o almoço ou no meio da manhã, ouvi Marquinhos me dizer “meu bem, vá dormir que eu cuido dele”. Continuar lendo

Já se ouve o estrondo!

Ao contemplar o magnificente templo de Jerusalém, juntos com os discípulos e estes a falar de sua beleza, Cristo lança uma profecia, com dor no coração, pois uma nação inteira seria condenada. Eles viveriam sob o governo do rei que escolheram para si, Satanás, e esta se tornaria em breve sua realidade.

“Vocês estão vendo tudo isto? “, perguntou ele. “Eu lhes garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas” Mateus 24:2

Sabendo da limitação deles, Jesus mistura a descrição da profecia da destruição de Jerusalém junto com a descrição dos últimos dias. Com certeza, ambas tem uma ligação muito grande. No evangelho de  Lucas, Jesus enuncia um meio de escape para todos aqueles que acreditassem em Sua profecia: “Quando virem Jerusalém rodeada de exércitos… fujam…” Lucas 21:20-22

Profecias não são alardes inúteis, são sinais do que vai acontecer, para que quando chegar a hora, saibamos como escapar dos terríveis acontecimentos. Se temos uma visão de que não devemos estudá-las para não sofrer, se mentimos ao fingir desconhecimento delas ou as ignoramos voluntariamente, já estamos assinando nosso destino. Assim aconteceu com Noé e a profecia do dilúvio, Moisés e o anjo destruidor, Jeremias e a destruição de Jerusalém, Jesus e a segunda destruição de Jerusalém, e não será diferente conosco e o “tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até aquele tempo” Daniel 12:21 Continuar lendo

Tradições

Conhecida no meio gospel, uma cantora audaciosa decidiu gravar uma música chamada Tradições. É necessário, porém, saber qual a representação que essa palavra carrega. Para alguns, por exemplo, ela traz um sentimento negativo no meio religioso. Já para outros, pode representar um padrão que deve ser seguido à risca. Percebe-se, portanto, que há uma disputa ideológica. Quem tem razão: os cristãos liberais – os que não são fariseus – ou os cristãos conservadores – os que são fariseus? Qual o perigo das duas ideologias ou não há dano nesse confronto? É importante afirmar que onde há opressão, há resistência. Quem oprime quem? Quem resiste a quem?

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Argumentos a favor da ordenação de pastoras

Depois de vários comentários que chegaram ao último texto sobre o assunto, decidi fazer um texto que explicasse e comentasse dúvidas e argumentos a favor da ordenação de pastoras. Se você não viu a parte 1, clique aqui

Alguns esclarecimentos prévios:

  1. Pensei que tivesse ficado claro que o ponto da ordenação feminina a ser discutido fosse no quesito pastoral, tanto é que foi delimitado o assunto quando se mencionou “Eis o principal argumento que vejo contra a ordenação feminina ao pastorado”. As imagens também foram escolhidas para esclarecer isso. Se ainda persiste alguma dúvida, esclareço agora que minha intenção no título foi dizer que a ordenação de pastoras não tem apoio bíblico, não fui contra ordenar mulheres que atuem na atmosfera que a Igreja adventista já considera e que tem respaldo Bíblico (diaconisas, por exemplo).
  2. Nós não postaremos comentários desrespeitosos que chegarem para nossa moderação, se o comentário foi respeitoso, ainda que discordante do artigo, ele será postado.
  3. Nós temos ciência de que o voto na Conferência Geral vai levar a possibilidade de que cada divisão decida se ordenará pastoras ou não, mas o pano de fundo da discussão é de teor exegético, cultural, teológico e com certeza envolve permitir ou não que pastoras sejam ordenadas (o fato de a China ou a Divisão Norte Americana já ordenar pastoras não quer dizer que a IASD mundial as reconhecesse oficialmente).
  4. A repercussão do artigo foi boa ao ponto de que talvez em breve tenhamos uma parte III.

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Eu amo o homossexual como a mim mesmo!?

Nas últimas semanas o confronto nas redes sociais entre homossexuais e cristãos está tendo maiores repercussões devido a passeata dos LGBTs somado a revolta contra o comercial da O boticário por alguns religiosos. Essa luta tomou maior força por causa de uma multidão que resolveu “sair do armário”. E não são os gays. São pessoas que decidiram se posicionar tanto de um lado, quanto do outro.

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Entenda por que a ordenação feminina não é bíblica

Ordenar ou não ordená-las? Eis a questão. Parece até estranho pensar que um ponto que deveria ser potencializador da Igreja (a saber, o assunto sobre liderança espiritual) tem sido divisor em alto nível. Dessa vez, no entanto, o título desse artigo não é uma pergunta reflexiva ou pegadinha, acreditamos que o compromisso da IASD é para com a Bíblia, por isso, vamos dar um megafone para ela dar sua opinião em alto e bom tom, uma vez que o precioso livro tem sido muito negligenciado no debate.

Essa será a primeira parte do artigo, nada melhor que uma boa e velha explanação da Bíblia, a segunda parte analisará os argumentos a favor da ordenação feminina. Afinal, “Se você tiver a coragem de perguntar a Bíblia terá a coragem de responder.”

Apesar de muitos debatedores desse assunto dizerem que não existem evidências bíblicas para ter uma posição firme, esperamos que ao final desse estudo, se você estiver nesse grupo, o leitor tenha uma visão mais ampla e, quem sabe, mude de ideia.

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Adoradores… de verdade

Adoração tem se tornado um tema muito polêmico.

Aliás, polêmico, controverso e, muitas vezes, evitado talvez sejam adjetivos mais abrangentes para caracterizar esse assunto. Mas isso não deveria ser uma grande surpresa para os adventistas, pois sabe-se que a adoração encontra-se no centro do grande conflito pelo qual passamos. O que torna-se surpreendente, pelo menos para mim, é que tal conceito tenha sido tão relativizado entre nosso povo, e até banalizado por alguns.

Para uns, adoração é bater palmas, levantar as mãos (em oração para alcançar o trono e lá lá lá, #QuemLêEntenda), expressar fisionomias  de choro ou de dor, repetir várias e várias vezes a mesma frase, pular (transe!?), etc. Para outros, adorar é apenas ir à igreja no Sábado pela manhã, entregar os dízimos (ofertas pra quê né!?), participar de todo o ritual litúrgico, e pronto! Não precisa fazer mais nada. No entanto, o que faz haver essa grande diferença de ideias é que, para a grande maioria, o que importa mesmo são o coração e a sinceridade do adorador, logo, formas e formalidade são dispensáveis e relativas.

Mas, será que deveria ser mesmo assim? Será que apenas a sinceridade do coração humano basta como senso de certo e errado no quesito adoração?
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Sábado e Templo- Tempo e Espaço de Deus

Você já viu alguns irmãos vendendo CDs no estacionamento da Igreja? Já ouviu irmãos durante o sábado conversando sobre futebol quando deveriam estar no JA? Já viu jovens comentando sobre filmes no Pequeno Grupo de sexta (antes, durante ou depois da programação)? Já se perguntou se o sábado a tarde foi feito para tirar aqueles 5 S? (Santa soneca safa do santo sábado). Eu já.

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