Breve estudo sobre a doutrina do pecado – uma tréplica a Leandro Quadros

Este texto é a continuação de um debate entre nossa equipe e Leandro Quadros. Neste artigo, abordaremos os seguintes assuntos:

a) O conteúdo dos vídeos de Leandro Quadros em que comenta a questão do sétimo mandamento e sua resposta a nosso texto;

b) O debate sobre a definição de pecado e a Lei de Deus;

c) Análise dos textos de I Jo 1:8 e 10; I Jo 3:6-9;

d) Análise de Romanos 7;

e) Textos de Ellen White sobre hamartiologia.

Como este debate começou?

Ano passado, Leandro Quadros publicou um vídeo acerca do uso de transporte público aos sábados [chamaremos esse vídeo de “vídeo 1”]. Por motivos que desconhecemos, ele considerou que seria proveitoso ilustrar essa situação com o que ocorre com o adultério, momento em que ele disse as seguintes palavras:

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Resposta a Leandro Quadros sobre o sétimo mandamento

 

Recentemente, o professor Leandro Quadros publicou um vídeo (você pode assisti-lo ao final do texto) em que faz algumas afirmações bem fortes. Tais afirmações não devem ser compartilhadas desavisadamente sem uma séria análise de seu enunciado. E é isso que pretendemos fazer aqui.

O presente texto não tem como objetivo o julgamento das intenções do jornalista, mas sim estimular o senso crítico, o espírito bereiano em nossos leitores bem como dialogar e discutir ideias contraditórias.

Ainda que vejamos problemas na resposta de Leandro Quadros, não iremos focar no assunto principal do vídeo. Há duas boas razões para isso, (1) pretendemos futuramente, de maneira mais específica, analisar a questão de transporte público aos sábados em outro texto e (2) julgamos que o complemento da resposta do professor Leandro Quadros, aquele que levanta a questão do cumprimento do sétimo mandamento, tenha sido o principal ponto de dissonância entre nosso pensamento e o dele.

Vejamos, então, a fala do professor. Continuar lendo

Andando nos passos de Jesus – (Comentário sobra la lição da escola sabatina)

O que você vê nesta imagem? O que Jesus veria? Fique um momento tentando ver com os olhos de Jesus e pensar com Sua mente.

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O que passa em seus pensamento quando você anda por uma cidade desconhecida e observa as casas, famílias e pessoas? O que lhe ocorre, quando em viagem de avião, observa várias cidades com aqueles carros minúsculos indo aos seus destinos, cena em que cada luz representa um lar? Como Jesus olharia? Ou melhor, como Ele olha cada cidade, cada lar, cada rostinho? Imagine quantas histórias tem esta cidade.

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Quando nosso coração é alcançado por Cristo; e descobrimos que os pecados que comumente cometíamos matavam-nO novamente e nos afastava de Deus; e que cada martelada que demos nos pregos, cada cuspida em Seu rosto, Ele perdoou; quando o Espírito de Deus faz uma obra em nosso coração, tirando o coração carnal (Gálatas 5:19-21) e colocando o coração espiritual (Gálatas 5:22), passamos então a ter em nós “esta mente, que também estava em Cristo Jesus.” Filipenses 2:5 a cada dia que permanecemos em Sua presença, ficamos mais semelhantes a Ele. Qual é o resultado disso?

Assim como Jesus, começaremos a observar histórias por trás de cada rosto, cada sorriso. Veremos traumas, sofrimentos, dores, vitórias e derrotas. Em cada luz, em cada casa, uma família; às vezes, desestruturada por um marido que acabou de sair pela porta deixando seu lar; joelhos dobrados, um clamor dentro do coração, almas aflitas, lágrima nos olhos, um pedido transborda na alma e é ouvido pela vizinhança; um pedido por um Ser superior capaz de socorrer nos piores momentos.

Essas almas clamam por Jesus, mesmo talvez sem O conhecer ainda, e Ele se compadece de cada uma como se fosse a única no mundo. Aqueles que têm a mente do Mestre, estarão em busca delas, não esperarão que venham até eles. Buscarão em Deus a reposta, a cada manhã, para saberem onde encontrar e como ajudar esses corações aflitos.

Assim como fazia nosso modelo:  

“Cristo, na Sua vida sobre a Terra, não fez planos para Si mesmo. Aceitou os planos de Deus a Seu respeito, e dia após dia o Pai lhos fazia conhecer. De tal maneira devíamos depender de Deus, que nossa vida pudesse ser a simples realização de Sua vontade. Confiando-Lhe nossos caminhos, Ele dirigirá nossos passos.” CBV – Pag. 479

Temos vividos pela carne ou pelo Espírito? Temos a mente de Jesus? Vamos descobrir de que lados estamos:

“Quem possui nosso coração? Com quem estão nossos pensamentos? Sobre quem gostamos de conversar? Quem é o objeto de nossas mais calorosas afeições e nossas melhores energias? Se somos de Cristo, nossos pensamentos com Ele estarão, e nEle se concentrarão as nossas mais doces meditações. Tudo que temos e somos a Ele será consagrado. Almejaremos trazer a Sua imagem, possuir Seu Espírito, cumprir Sua vontade e agradar-Lhe em todas as coisas. …” CC – Pag. 58

Assim como Jesus viveu, devemos viver. Ele desejava e fazia o bem às pessoas e, devemos fazer o mesmo. Nos acheguemos decididamente Àquele que pode nos transformar.

Medite neste texto (se possível, o leia por completo)  e, por favor, considere as palavras. Perceba a reação dos justos e dos ímpios. Imagine se fôssemos os bodes, será que não tentaríamos justificar da mesma forma?!

“E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas;… Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;

Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver. Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando [fizemos isso?]… E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes. Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando [fizemos isso?]… Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim. E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.” Mateus 25:31-46(Partes retiradas e [] acrescentadas por mim)

Por Marlon Ávila

Para quê serve o sal? (comentário sobre a lição da escola sabatina)

O tema da lição desta semana é bem pertinente à era eclesiástica que estamos inseridos e vivenciando. As religiões, há séculos, fazem obras de caridade. Budismo e Espiritismo são os melhores em assistencialismo social. O que difere as religiões, se no fim das contas, o importante é o amor ao próximo? Ghandi estaria certo em não compactuar com o Cristianismo? O que nos difere das demais religiões e denominações cristãs judaicas? Continuar lendo

Criados para as boas obras

Conheci o meu esposo pela internet, através do finado Orkut. Morávamos há cerca de 1.500km de distância, e começamos a namorar quando ainda tudo o que tínhamos era o contato virtual. Naquela época não havia Whatsaap, e nem mesmo uma série de facilidades que possuímos hoje. O fato é que comprávamos créditos nas promoções que surgiam, e assim ele me enviava dezenas de mensagens de celular por dia. Para me pedir em namoro, ele precisou utilizar 3 telefones públicos diferentes [é, a situação não era tão cômoda como hoje, {risos}, mas esta história fica para outro dia]. Depois, ele deixou família e amigos em sua terra natal para morar em minha cidade. Mudou-se para lá com apenas uma mochila nas costas, deixando para trás o que tinha de bens materiais também. Somos casados a pouco mais de 7 anos, e este ano completaremos 10 anos de namoro. Em todos estes anos, ele nunca me deu flores. Este ano, nasceu o Ben, nosso filhinho (de quem ele já falou aqui, há algumas semanas atrás). Por algumas vezes, após o almoço ou no meio da manhã, ouvi Marquinhos me dizer “meu bem, vá dormir que eu cuido dele”. Continuar lendo

Portadores de Esperança – Comentário jovem sobre a Lição da Escola Sabatina

“Todos podem ser grandes porque todos podem servir.” (Martin Luther King)

“Somente uma vida dedicada a outros é uma vida que vale a pena ser vivida.” (Albert Einstein)

“Ninguém cometeu erro maior do que aquele que nada fez porque só podia fazer pouco.” (Edmund Burke)

A lição desta semana traz a nós conceitos importantes e relevantes para a nossa caminhada cristã. No título “Justiça e Misericórdia” vemos duas características fundamentais que nos revelam a grandeza do caráter de Deus e a base de Seu trono.

No hebraico, praticar a justiça (hebr. tsedâqâh) é dar ao outro aquilo a que ele tem direito de forma que nada lhe falte, seja isto comida, roupas, dinheiro ou até mesmo trabalho. Deus nos chama a andar em justiça e retidão (Gn 18:19) porque Ele mesmo é justo. “Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor”. Jeremias 9:24. Podemos ver a justiça e a misericórdia de Deus no seguinte trecho da inspirada escritora: Continuar lendo

Um Reino cuja base é o Amor

“Toda autoridade me foi dada no céu e na terra” Mt 28:18.

Meu filho caçula tem apenas 5 meses. Quem tem mais autoridade aqui em casa? Eu ou ele?

Essa pode ser uma pergunta aparentemente boba, mas eu creio que ela tem implicações profundas.

Segundo o dicionário online de português (http://www.dicio.com.br/autoridade/) a primeira definição de autoridade é:

s.f. Direito que determina o poder para ordenar; poder exercido para fazer com que (alguém) obedeça.

Guarde em mente o seguinte trecho Continuar lendo

Já se ouve o estrondo!

Ao contemplar o magnificente templo de Jerusalém, juntos com os discípulos e estes a falar de sua beleza, Cristo lança uma profecia, com dor no coração, pois uma nação inteira seria condenada. Eles viveriam sob o governo do rei que escolheram para si, Satanás, e esta se tornaria em breve sua realidade.

“Vocês estão vendo tudo isto? “, perguntou ele. “Eu lhes garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas” Mateus 24:2

Sabendo da limitação deles, Jesus mistura a descrição da profecia da destruição de Jerusalém junto com a descrição dos últimos dias. Com certeza, ambas tem uma ligação muito grande. No evangelho de  Lucas, Jesus enuncia um meio de escape para todos aqueles que acreditassem em Sua profecia: “Quando virem Jerusalém rodeada de exércitos… fujam…” Lucas 21:20-22

Profecias não são alardes inúteis, são sinais do que vai acontecer, para que quando chegar a hora, saibamos como escapar dos terríveis acontecimentos. Se temos uma visão de que não devemos estudá-las para não sofrer, se mentimos ao fingir desconhecimento delas ou as ignoramos voluntariamente, já estamos assinando nosso destino. Assim aconteceu com Noé e a profecia do dilúvio, Moisés e o anjo destruidor, Jeremias e a destruição de Jerusalém, Jesus e a segunda destruição de Jerusalém, e não será diferente conosco e o “tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até aquele tempo” Daniel 12:21 Continuar lendo

A violência do bem – Comentário jovem sobre a lição da escola sabatina

Verso-chave: “Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos Céus é tomado à força, e os que usam de força se apoderam dele” (Mt 11:12, NVI)

A lição dessa semana traz à tona uma guerra cósmica que é mais velha que nosso mundo. Ela está presente em várias passagens da Bíblia (vide Mt 12:25-29, Is 27:1, 1Jo 5:19, Rm 16:20, Gn 3:14-19, Ef 2:2; 6:10-13) e os adventistas conhecem-na como “O Grande Conflito”, “A Grande Controvérsia” ou ainda “O Conflito dos Séculos”. Se trata da batalha entre Cristo e Satanás, que começou no Céu e se estendeu para a Terra. No entanto, um aspecto é analisado em especial: a entrada das pessoas no Reino dos Céus e a forma com a qual se entra.

No verso-chave, temos uma das passagens mais curiosas da Bíblia. Fala que o reino dos Céus é tomado por violência, e os homens usam de violência para tomá-lo.

No contexto em que essa passagem ocorre temos uma sequência de fatos: Continuar lendo

A voz do povo é a voz de Deus?

Falaremos de política partidária. Desta vez, porém, iremos nos concentrar em um ponto que talvez tenha sido despercebido por muitos cristãos: a falta de elegância e cristianismo prático que muitos têm demonstrado em suas redes sociais.

Ultimamente na minha timeline do Facebook, houve uma invasão de memes nada respeitosos e palavras como “presidanta”, covarde, ladrão e até mesmo outras de baixo calão. Pessoas insatisfeitas com a atual situação política do país não só escondem suas opiniões a respeito de algumas personalidades políticas, mas também escolhem fazer isso da pior maneira possível: publicações de vídeos, textos e fotos que em nada contribuem para a melhoria da nação. Em vez disso, esses cidadãos promovem a revolta, a chacota, o desrespeito, a humilhação e a zombaria, exaltando os nervos de muitas pessoas. Suas palavras, muitas vezes, são um “cheiro de morte para a morte”, ao invés de exalarem o bom perfume de Cristo. Continuar lendo