O homem de Romanos 7

Como toda parte da Bíblia, Romanos 7 é de muito valor para o estudo do cristão. Reconhecendo isso, formulamos um pequeno estudo sobre este capítulo para auxiliar na compreensão correta do mesmo.

 

Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. (Romanos 7:14-17)

 

Não é novidade que esse texto dividiu exegetas por séculos, mas a maneira como muitos o interpretam nos parece, especialmente, problemática por vários motivos. Continuar lendo

Escolhidos

 

As epístolas de Pedro possuem um significado todo especial para nós que vivemos no tempo do fim (1 Pedro 1:5). Suas epístolas assumem um tom pastoral, de acordo com a ordem recebida de Cristo (João 21:15). Nelas encontramos conselhos sobre casamento, modéstia, deveres para com as autoridades civis, estilo de vida, conselhos aos jovens… Enfim, como um pastor deve cuidar de cada área vital de sua igreja, assim Pedro admoestou e aconselhou o corpo de crentes espalhados pela Ásia Menor.

O apóstolo inicia sua segunda carta afirmando que os seus leitores eram eleitos. A palavra “eleito” vem do grego ekletoi, literalmente, “os escolhidos”. Sobre isso, Cristo fez uma distinção em Mateus 22:14, vejamos: Continuar lendo

Para quê serve o sal? (comentário sobre a lição da escola sabatina)

O tema da lição desta semana é bem pertinente à era eclesiástica que estamos inseridos e vivenciando. As religiões, há séculos, fazem obras de caridade. Budismo e Espiritismo são os melhores em assistencialismo social. O que difere as religiões, se no fim das contas, o importante é o amor ao próximo? Ghandi estaria certo em não compactuar com o Cristianismo? O que nos difere das demais religiões e denominações cristãs judaicas? Continuar lendo

Criados para as boas obras

Conheci o meu esposo pela internet, através do finado Orkut. Morávamos há cerca de 1.500km de distância, e começamos a namorar quando ainda tudo o que tínhamos era o contato virtual. Naquela época não havia Whatsaap, e nem mesmo uma série de facilidades que possuímos hoje. O fato é que comprávamos créditos nas promoções que surgiam, e assim ele me enviava dezenas de mensagens de celular por dia. Para me pedir em namoro, ele precisou utilizar 3 telefones públicos diferentes [é, a situação não era tão cômoda como hoje, {risos}, mas esta história fica para outro dia]. Depois, ele deixou família e amigos em sua terra natal para morar em minha cidade. Mudou-se para lá com apenas uma mochila nas costas, deixando para trás o que tinha de bens materiais também. Somos casados a pouco mais de 7 anos, e este ano completaremos 10 anos de namoro. Em todos estes anos, ele nunca me deu flores. Este ano, nasceu o Ben, nosso filhinho (de quem ele já falou aqui, há algumas semanas atrás). Por algumas vezes, após o almoço ou no meio da manhã, ouvi Marquinhos me dizer “meu bem, vá dormir que eu cuido dele”. Continuar lendo

Portadores de Esperança – Comentário jovem sobre a Lição da Escola Sabatina

“Todos podem ser grandes porque todos podem servir.” (Martin Luther King)

“Somente uma vida dedicada a outros é uma vida que vale a pena ser vivida.” (Albert Einstein)

“Ninguém cometeu erro maior do que aquele que nada fez porque só podia fazer pouco.” (Edmund Burke)

A lição desta semana traz a nós conceitos importantes e relevantes para a nossa caminhada cristã. No título “Justiça e Misericórdia” vemos duas características fundamentais que nos revelam a grandeza do caráter de Deus e a base de Seu trono.

No hebraico, praticar a justiça (hebr. tsedâqâh) é dar ao outro aquilo a que ele tem direito de forma que nada lhe falte, seja isto comida, roupas, dinheiro ou até mesmo trabalho. Deus nos chama a andar em justiça e retidão (Gn 18:19) porque Ele mesmo é justo. “Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor”. Jeremias 9:24. Podemos ver a justiça e a misericórdia de Deus no seguinte trecho da inspirada escritora: Continuar lendo

Restauração do domínio

O autor da lição fez um esquema muito prático e simples de ser entendido. Vejamos o que ele fez:

1- Sábado

Percebi que as introduções das lições são um sumário de tudo aquilo que vai ser discutido durante a semana. Tem três coisas que o autor coloca: como era o Éden; o domínio do santo par no Éden e o êxodo do Éden; e a restauração do Éden.

2- Domingo, “Criado para dominar”

Há uma explicação sobre o que é esse domínio. Nós pensamos como senso comum pensa: “domínio” é algo ruim e nos remete a despotismo. A lição, porém, trata esse assunto com sabedoria. O comentário de Ellen White sobre a lição deixa a pista no terceiro parágrafo da lição de domingo: inteligência, cérebro pensante e autônomo.

Era propósito de Deus que o homem usasse esse domínio (toda a capacidade intelectual) para constantemente aprender sobre Ele e que começasse a pensar e agir como Ele. “Seu caráter seria moldado de acordo com o caráter divino.” (CBA, V. 1, p. 1082). Continuar lendo

Um Reino cuja base é o Amor

“Toda autoridade me foi dada no céu e na terra” Mt 28:18.

Meu filho caçula tem apenas 5 meses. Quem tem mais autoridade aqui em casa? Eu ou ele?

Essa pode ser uma pergunta aparentemente boba, mas eu creio que ela tem implicações profundas.

Segundo o dicionário online de português (http://www.dicio.com.br/autoridade/) a primeira definição de autoridade é:

s.f. Direito que determina o poder para ordenar; poder exercido para fazer com que (alguém) obedeça.

Guarde em mente o seguinte trecho Continuar lendo

Já se ouve o estrondo!

Ao contemplar o magnificente templo de Jerusalém, juntos com os discípulos e estes a falar de sua beleza, Cristo lança uma profecia, com dor no coração, pois uma nação inteira seria condenada. Eles viveriam sob o governo do rei que escolheram para si, Satanás, e esta se tornaria em breve sua realidade.

“Vocês estão vendo tudo isto? “, perguntou ele. “Eu lhes garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas” Mateus 24:2

Sabendo da limitação deles, Jesus mistura a descrição da profecia da destruição de Jerusalém junto com a descrição dos últimos dias. Com certeza, ambas tem uma ligação muito grande. No evangelho de  Lucas, Jesus enuncia um meio de escape para todos aqueles que acreditassem em Sua profecia: “Quando virem Jerusalém rodeada de exércitos… fujam…” Lucas 21:20-22

Profecias não são alardes inúteis, são sinais do que vai acontecer, para que quando chegar a hora, saibamos como escapar dos terríveis acontecimentos. Se temos uma visão de que não devemos estudá-las para não sofrer, se mentimos ao fingir desconhecimento delas ou as ignoramos voluntariamente, já estamos assinando nosso destino. Assim aconteceu com Noé e a profecia do dilúvio, Moisés e o anjo destruidor, Jeremias e a destruição de Jerusalém, Jesus e a segunda destruição de Jerusalém, e não será diferente conosco e o “tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até aquele tempo” Daniel 12:21 Continuar lendo

Contagem regressiva!

O ministério de Cristo estava chegando ao fim. A última semana estava agora perante Ele. Finalmente, a semente prometida havia chegado, o Rei viera ao seu reino. Porém, ainda que há mais de quinhentos anos antes desse acontecimento o profeta Zacarias já houvesse profetizado esse momento, os líderes judeus e o povo esperavam um messias diferente do qual lhes fora dado, haviam perdido de vista o verdadeiro significado das profecias messiânicas; e cegados pelo orgulho farisaico, pela maldade e inveja não puderam discernir a verdade e esperaram um salvador criado a semelhança de suas imaginações.

Vamos ler o que o profeta disse e comparar com os últimos eventos dessa semana:

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A violência do bem – Comentário jovem sobre a lição da escola sabatina

Verso-chave: “Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos Céus é tomado à força, e os que usam de força se apoderam dele” (Mt 11:12, NVI)

A lição dessa semana traz à tona uma guerra cósmica que é mais velha que nosso mundo. Ela está presente em várias passagens da Bíblia (vide Mt 12:25-29, Is 27:1, 1Jo 5:19, Rm 16:20, Gn 3:14-19, Ef 2:2; 6:10-13) e os adventistas conhecem-na como “O Grande Conflito”, “A Grande Controvérsia” ou ainda “O Conflito dos Séculos”. Se trata da batalha entre Cristo e Satanás, que começou no Céu e se estendeu para a Terra. No entanto, um aspecto é analisado em especial: a entrada das pessoas no Reino dos Céus e a forma com a qual se entra.

No verso-chave, temos uma das passagens mais curiosas da Bíblia. Fala que o reino dos Céus é tomado por violência, e os homens usam de violência para tomá-lo.

No contexto em que essa passagem ocorre temos uma sequência de fatos: Continuar lendo