Contagem regressiva!

O ministério de Cristo estava chegando ao fim. A última semana estava agora perante Ele. Finalmente, a semente prometida havia chegado, o Rei viera ao seu reino. Porém, ainda que há mais de quinhentos anos antes desse acontecimento o profeta Zacarias já houvesse profetizado esse momento, os líderes judeus e o povo esperavam um messias diferente do qual lhes fora dado, haviam perdido de vista o verdadeiro significado das profecias messiânicas; e cegados pelo orgulho farisaico, pela maldade e inveja não puderam discernir a verdade e esperaram um salvador criado a semelhança de suas imaginações.

Vamos ler o que o profeta disse e comparar com os últimos eventos dessa semana:

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Como Laís Souza nos ensina sobre vontade – COMENTÁRIO JOVEM SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA

Nos últimos dias, um vídeo da ex-ginásta e esquiadora, Laís Souza, movimentando o braço, foi rapidamente compartilhado pelas mídias digitais e muitos comentários de incentivo e motivação foram dados a ela. Para quem não sabe, há um pouco mais de dois anos, durante os treinos para a prova de esqui aéreo nos jogos olímpicos de inverno em janeiro de 2014, Laís se acidentou gravemente ao se chocar com uma árvore, ficando tetraplégica. Em janeiro deste ano, o Globo Esporte fez uma entrevista com ex-atleta perguntando sobre seus objetivos e sonhos e a resposta foi: “Meu objetivo é andar. Agora, a velocidade com que isso vai acontecer, não tenho como dizer. Tem que ir no dia a dia e tentar não desistir, porque sei que é um problema que vai ser lento para ser resolvido. Tem que ir indo e lutando. Vejo pessoas que estão na cadeira e não fazem nada para sair; não saem de casa, não tentam fazer diferente. Eu quero fazer diferente! Quero voltar a andar. Que seja mexer os braços! É o mínimo que espero”.

Eu gosto muito de fazer analogias, comparar situações diferentes. Então, convido você a pensar junto comigo sobre como a garra e a força de vontade de vencer as consequências de um acidente tem tudo a ver com a lição da escola sabatina (guia de estudo da Bíblia semanal da igreja adventista do sétimo dia) desta semana.

Vamos pensar juntos?

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Para ver Sua face!

A transfiguração de Jesus é polêmica. Não é de hoje que as denominações cristãs discutem para quê serviu, onde aconteceu, como foi, quando se deu e por que Deus enviou Moisés e Elias para falaram com Jesus. (No meio adventista sempre tem alguém que pergunta por que Enoque não apareceu também).

As explicações são várias: para alguns foi tudo uma visão, para outros eram as almas dos profetas aparecendo, talvez tenha sido no monte Horebe, eles possivelmente apareceram para motivar Jesus, etc.

A despeito da controvérsia sobre esses pontos, e dos raciocínios argutos para nos convencer de uma posição em particular, posso tecer as seguintes considerações universais:

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Tradições

Conhecida no meio gospel, uma cantora audaciosa decidiu gravar uma música chamada Tradições. É necessário, porém, saber qual a representação que essa palavra carrega. Para alguns, por exemplo, ela traz um sentimento negativo no meio religioso. Já para outros, pode representar um padrão que deve ser seguido à risca. Percebe-se, portanto, que há uma disputa ideológica. Quem tem razão: os cristãos liberais – os que não são fariseus – ou os cristãos conservadores – os que são fariseus? Qual o perigo das duas ideologias ou não há dano nesse confronto? É importante afirmar que onde há opressão, há resistência. Quem oprime quem? Quem resiste a quem?

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A violência do bem – Comentário jovem sobre a lição da escola sabatina

Verso-chave: “Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos Céus é tomado à força, e os que usam de força se apoderam dele” (Mt 11:12, NVI)

A lição dessa semana traz à tona uma guerra cósmica que é mais velha que nosso mundo. Ela está presente em várias passagens da Bíblia (vide Mt 12:25-29, Is 27:1, 1Jo 5:19, Rm 16:20, Gn 3:14-19, Ef 2:2; 6:10-13) e os adventistas conhecem-na como “O Grande Conflito”, “A Grande Controvérsia” ou ainda “O Conflito dos Séculos”. Se trata da batalha entre Cristo e Satanás, que começou no Céu e se estendeu para a Terra. No entanto, um aspecto é analisado em especial: a entrada das pessoas no Reino dos Céus e a forma com a qual se entra.

No verso-chave, temos uma das passagens mais curiosas da Bíblia. Fala que o reino dos Céus é tomado por violência, e os homens usam de violência para tomá-lo.

No contexto em que essa passagem ocorre temos uma sequência de fatos: Continuar lendo

A voz do povo é a voz de Deus?

Falaremos de política partidária. Desta vez, porém, iremos nos concentrar em um ponto que talvez tenha sido despercebido por muitos cristãos: a falta de elegância e cristianismo prático que muitos têm demonstrado em suas redes sociais.

Ultimamente na minha timeline do Facebook, houve uma invasão de memes nada respeitosos e palavras como “presidanta”, covarde, ladrão e até mesmo outras de baixo calão. Pessoas insatisfeitas com a atual situação política do país não só escondem suas opiniões a respeito de algumas personalidades políticas, mas também escolhem fazer isso da pior maneira possível: publicações de vídeos, textos e fotos que em nada contribuem para a melhoria da nação. Em vez disso, esses cidadãos promovem a revolta, a chacota, o desrespeito, a humilhação e a zombaria, exaltando os nervos de muitas pessoas. Suas palavras, muitas vezes, são um “cheiro de morte para a morte”, ao invés de exalarem o bom perfume de Cristo. Continuar lendo

Os recomeços de Deus. Feliz Ano Novo!

Os recomeços de Deus: uma explicação sobre a existência do Cooltura

É incontável o número de sermões que já ouvi sobre “Recomeçar” ou “Recomeços”. Por exemplo, final do ano: fazer listas, votos, etc.. Existe a Santa Ceia ou o batismo que fazem parte do recomeço de um indivíduo, por exemplo. Tem também aqueles discursos apelativos, do tipo: “Se você aceita a Jesus, venha aqui à frente e tenha uma vida nova. Eu quero fazer uma oração por você. Faça uma decisão de estar ao lado de Deus. E você que já é membro, venha também, para que você comece do zero a sua vida com Jesus”. Aí o camarada vai ao encontro do pregador, confiando que dali em diante, sua vida vai ser transformada e ricamente abençoada. Continuar lendo

Anel de casamento: uma pergunta e um apelo

                                                             pedido-de-casamento-o-que-dizer
A surpresa montada, talvez em um ato público ou privado, a família feliz, os amigos/cupidos com o sentimento de missão cumprida e Deus vendo seu plano original sendo realizado.

“Quer casar comigo?”. Essa frase revoluciona a vida de um casal. O rapaz ajoelhado aos pés da noiva em potencial, o coração acelerado da bela moça e a expectativa da resposta quase que óbvia ao pedido inusitado: Sim! (Na maioria dos casos)

Todos comemoram, o momento geralmente é selado por um beijo, felicidade transborda aos corações, finalmente o processo de autoexame chamado namoro teoricamente termina e dá espaço a um nível diferente, o noivado. Agora estamos na reta final para um suposto casamento que será ricamente abençoado por Deus.

Ah, espera, estou esquecendo um pequeno detalhe, literalmente pequeno.

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O Sábio bem o sábio ouve

Gostaria de tratar de um texto que é muitas vezes mal interpretado e que, hoje em dia, tirado de seu contexto, tem servido de pretexto para todo tipo de hábito questionável, principalmente no que diz respeito às formas de entretenimento.

O verso é curto e bastante conhecido: “Examinai tudo. Retende o bem” (1 Tess. 5:21).

O primeiro questionamento é: o que seria o “tudo” a que se refere o texto? A partir desse texto é possível concluir que o crente está autorizado a, por exemplo, ler livros espíritas ou daquele pastor famoso da televisão que tira o demônio, assistir a qualquer filme ou novela, estudar bulas papais, ler livros de magia etc., e depois disso, reter o que julga ser correto? Pode-se experimentar qualquer coisa, desde que ao final se retenha o que é o bem?

Em segundo lugar, o que é “o bem”, que deve ser o nosso objetivo? O bem de que trata o texto é subjetivo, de maneira que depende do julgamento do examinador, ou a Bíblia traz parâmetros objetivos que estabelecem a forma pelo qual se pode “examinar” a fim de encontrar “o bem”. Continuar lendo