Resposta a Leandro Quadros sobre o sétimo mandamento

 

Recentemente, o professor Leandro Quadros publicou um vídeo (você pode assisti-lo ao final do texto) em que faz algumas afirmações bem fortes. Tais afirmações não devem ser compartilhadas desavisadamente sem uma séria análise de seu enunciado. E é isso que pretendemos fazer aqui.

O presente texto não tem como objetivo o julgamento das intenções do jornalista, mas sim estimular o senso crítico, o espírito bereiano em nossos leitores bem como dialogar e discutir ideias contraditórias.

Ainda que vejamos problemas na resposta de Leandro Quadros, não iremos focar no assunto principal do vídeo. Há duas boas razões para isso, (1) pretendemos futuramente, de maneira mais específica, analisar a questão de transporte público aos sábados em outro texto e (2) julgamos que o complemento da resposta do professor Leandro Quadros, aquele que levanta a questão do cumprimento do sétimo mandamento, tenha sido o principal ponto de dissonância entre nosso pensamento e o dele.

Vejamos, então, a fala do professor. Continuar lendo

Escolhidos

 

As epístolas de Pedro possuem um significado todo especial para nós que vivemos no tempo do fim (1 Pedro 1:5). Suas epístolas assumem um tom pastoral, de acordo com a ordem recebida de Cristo (João 21:15). Nelas encontramos conselhos sobre casamento, modéstia, deveres para com as autoridades civis, estilo de vida, conselhos aos jovens… Enfim, como um pastor deve cuidar de cada área vital de sua igreja, assim Pedro admoestou e aconselhou o corpo de crentes espalhados pela Ásia Menor.

O apóstolo inicia sua segunda carta afirmando que os seus leitores eram eleitos. A palavra “eleito” vem do grego ekletoi, literalmente, “os escolhidos”. Sobre isso, Cristo fez uma distinção em Mateus 22:14, vejamos: Continuar lendo

Para quê serve o sal? (comentário sobre a lição da escola sabatina)

O tema da lição desta semana é bem pertinente à era eclesiástica que estamos inseridos e vivenciando. As religiões, há séculos, fazem obras de caridade. Budismo e Espiritismo são os melhores em assistencialismo social. O que difere as religiões, se no fim das contas, o importante é o amor ao próximo? Ghandi estaria certo em não compactuar com o Cristianismo? O que nos difere das demais religiões e denominações cristãs judaicas? Continuar lendo

Criados para as boas obras

Conheci o meu esposo pela internet, através do finado Orkut. Morávamos há cerca de 1.500km de distância, e começamos a namorar quando ainda tudo o que tínhamos era o contato virtual. Naquela época não havia Whatsaap, e nem mesmo uma série de facilidades que possuímos hoje. O fato é que comprávamos créditos nas promoções que surgiam, e assim ele me enviava dezenas de mensagens de celular por dia. Para me pedir em namoro, ele precisou utilizar 3 telefones públicos diferentes [é, a situação não era tão cômoda como hoje, {risos}, mas esta história fica para outro dia]. Depois, ele deixou família e amigos em sua terra natal para morar em minha cidade. Mudou-se para lá com apenas uma mochila nas costas, deixando para trás o que tinha de bens materiais também. Somos casados a pouco mais de 7 anos, e este ano completaremos 10 anos de namoro. Em todos estes anos, ele nunca me deu flores. Este ano, nasceu o Ben, nosso filhinho (de quem ele já falou aqui, há algumas semanas atrás). Por algumas vezes, após o almoço ou no meio da manhã, ouvi Marquinhos me dizer “meu bem, vá dormir que eu cuido dele”. Continuar lendo

Portadores de Esperança – Comentário jovem sobre a Lição da Escola Sabatina

“Todos podem ser grandes porque todos podem servir.” (Martin Luther King)

“Somente uma vida dedicada a outros é uma vida que vale a pena ser vivida.” (Albert Einstein)

“Ninguém cometeu erro maior do que aquele que nada fez porque só podia fazer pouco.” (Edmund Burke)

A lição desta semana traz a nós conceitos importantes e relevantes para a nossa caminhada cristã. No título “Justiça e Misericórdia” vemos duas características fundamentais que nos revelam a grandeza do caráter de Deus e a base de Seu trono.

No hebraico, praticar a justiça (hebr. tsedâqâh) é dar ao outro aquilo a que ele tem direito de forma que nada lhe falte, seja isto comida, roupas, dinheiro ou até mesmo trabalho. Deus nos chama a andar em justiça e retidão (Gn 18:19) porque Ele mesmo é justo. “Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor”. Jeremias 9:24. Podemos ver a justiça e a misericórdia de Deus no seguinte trecho da inspirada escritora: Continuar lendo

Como Laís Souza nos ensina sobre vontade – COMENTÁRIO JOVEM SOBRE A LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA

Nos últimos dias, um vídeo da ex-ginásta e esquiadora, Laís Souza, movimentando o braço, foi rapidamente compartilhado pelas mídias digitais e muitos comentários de incentivo e motivação foram dados a ela. Para quem não sabe, há um pouco mais de dois anos, durante os treinos para a prova de esqui aéreo nos jogos olímpicos de inverno em janeiro de 2014, Laís se acidentou gravemente ao se chocar com uma árvore, ficando tetraplégica. Em janeiro deste ano, o Globo Esporte fez uma entrevista com ex-atleta perguntando sobre seus objetivos e sonhos e a resposta foi: “Meu objetivo é andar. Agora, a velocidade com que isso vai acontecer, não tenho como dizer. Tem que ir no dia a dia e tentar não desistir, porque sei que é um problema que vai ser lento para ser resolvido. Tem que ir indo e lutando. Vejo pessoas que estão na cadeira e não fazem nada para sair; não saem de casa, não tentam fazer diferente. Eu quero fazer diferente! Quero voltar a andar. Que seja mexer os braços! É o mínimo que espero”.

Eu gosto muito de fazer analogias, comparar situações diferentes. Então, convido você a pensar junto comigo sobre como a garra e a força de vontade de vencer as consequências de um acidente tem tudo a ver com a lição da escola sabatina (guia de estudo da Bíblia semanal da igreja adventista do sétimo dia) desta semana.

Vamos pensar juntos?

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Os recomeços de Deus. Feliz Ano Novo!

Os recomeços de Deus: uma explicação sobre a existência do Cooltura

É incontável o número de sermões que já ouvi sobre “Recomeçar” ou “Recomeços”. Por exemplo, final do ano: fazer listas, votos, etc.. Existe a Santa Ceia ou o batismo que fazem parte do recomeço de um indivíduo, por exemplo. Tem também aqueles discursos apelativos, do tipo: “Se você aceita a Jesus, venha aqui à frente e tenha uma vida nova. Eu quero fazer uma oração por você. Faça uma decisão de estar ao lado de Deus. E você que já é membro, venha também, para que você comece do zero a sua vida com Jesus”. Aí o camarada vai ao encontro do pregador, confiando que dali em diante, sua vida vai ser transformada e ricamente abençoada. Continuar lendo

O Sábio bem o sábio ouve

Gostaria de tratar de um texto que é muitas vezes mal interpretado e que, hoje em dia, tirado de seu contexto, tem servido de pretexto para todo tipo de hábito questionável, principalmente no que diz respeito às formas de entretenimento.

O verso é curto e bastante conhecido: “Examinai tudo. Retende o bem” (1 Tess. 5:21).

O primeiro questionamento é: o que seria o “tudo” a que se refere o texto? A partir desse texto é possível concluir que o crente está autorizado a, por exemplo, ler livros espíritas ou daquele pastor famoso da televisão que tira o demônio, assistir a qualquer filme ou novela, estudar bulas papais, ler livros de magia etc., e depois disso, reter o que julga ser correto? Pode-se experimentar qualquer coisa, desde que ao final se retenha o que é o bem?

Em segundo lugar, o que é “o bem”, que deve ser o nosso objetivo? O bem de que trata o texto é subjetivo, de maneira que depende do julgamento do examinador, ou a Bíblia traz parâmetros objetivos que estabelecem a forma pelo qual se pode “examinar” a fim de encontrar “o bem”. Continuar lendo

Será isto um “Dejavu” coletivo?

O povo de Israel queria um rei. Esse desejo de ter um líder começou lá com Gideão (cf. Jz 8:22). Ele, no entanto, reconheceu Aquele que dominava tudo na terra e no céu: “Nem eu nem meu filho reinaremos sobre vós, mas o Senhor reinará sobre vós.”(Jz 8:23). É notório a vontade que Israel tinha, contudo, surge a pergunta: por que o povo escolhido por Deus queria um rei mesmo? Continuar lendo