Resposta a Leandro Quadros sobre o sétimo mandamento

 

Recentemente, o professor Leandro Quadros publicou um vídeo (você pode assisti-lo ao final do texto) em que faz algumas afirmações bem fortes. Tais afirmações não devem ser compartilhadas desavisadamente sem uma séria análise de seu enunciado. E é isso que pretendemos fazer aqui.

O presente texto não tem como objetivo o julgamento das intenções do jornalista, mas sim estimular o senso crítico, o espírito bereiano em nossos leitores bem como dialogar e discutir ideias contraditórias.

Ainda que vejamos problemas na resposta de Leandro Quadros, não iremos focar no assunto principal do vídeo. Há duas boas razões para isso, (1) pretendemos futuramente, de maneira mais específica, analisar a questão de transporte público aos sábados em outro texto e (2) julgamos que o complemento da resposta do professor Leandro Quadros, aquele que levanta a questão do cumprimento do sétimo mandamento, tenha sido o principal ponto de dissonância entre nosso pensamento e o dele.

Vejamos, então, a fala do professor. Continuar lendo

O Sábio bem o sábio ouve

Gostaria de tratar de um texto que é muitas vezes mal interpretado e que, hoje em dia, tirado de seu contexto, tem servido de pretexto para todo tipo de hábito questionável, principalmente no que diz respeito às formas de entretenimento.

O verso é curto e bastante conhecido: “Examinai tudo. Retende o bem” (1 Tess. 5:21).

O primeiro questionamento é: o que seria o “tudo” a que se refere o texto? A partir desse texto é possível concluir que o crente está autorizado a, por exemplo, ler livros espíritas ou daquele pastor famoso da televisão que tira o demônio, assistir a qualquer filme ou novela, estudar bulas papais, ler livros de magia etc., e depois disso, reter o que julga ser correto? Pode-se experimentar qualquer coisa, desde que ao final se retenha o que é o bem?

Em segundo lugar, o que é “o bem”, que deve ser o nosso objetivo? O bem de que trata o texto é subjetivo, de maneira que depende do julgamento do examinador, ou a Bíblia traz parâmetros objetivos que estabelecem a forma pelo qual se pode “examinar” a fim de encontrar “o bem”. Continuar lendo

Graça: O que é isso? Uma divina comédia ou um método de salvação?

Olá, meus amigos! “Que a graça de Jesus esteja com vocês.” Quantos já não ouviram uma frase ou algo similar a isso? Ou melhor, quantas vezes ela foi escrita na Bíblia e repetida por nossos pastores, amigos, familiares, etc.? Uma frase comum, simples aos nossos olhos, mas que por detrás dela tem um PODER tremendo, o qual é esquecido e completamente negligenciado.

O presente artigo, tratar-se-á sobre uma conceituação da Graça, analisando sob um novo ASPECTO, o qual é pouco explorado, sem excluir quaisquer outras visões sobre esse assunto. Será que é possível conceituar Graça? Muitos poderiam dizer: “A Graça é um presente dado de Graça por Deus”. Mas que presente é esse? É o Amor? É Jesus? É a Lei? São as obras? É a misericórdia de Deus? O que é?

Vamos à Bíblia descobrir isso, porque a escritora norte-americana Ellen White afirma que “as palavras de Deus são a fonte da vida. Ao buscardes esses vivos mananciais haveis de, mediante o Espírito Santo, ser postos em comunhão com Cristo. Verdades familiares apresentar-se-ão ao vosso espírito sob novo ASPECTO como o clarão de um relâmpago, novas significações cintilarão de textos familiares da Escritura; vereis a relação de outras verdades com a obra da redenção, e sabereis que Cristo vos está guiando; que tendes ao lado um Mestre divino.” MDC, p. 20 [meu grifo].

Com esse pensamento, começemos o nosso artigo com este texto-chave:
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Revoltados com o Filho Pródigo

Quantos de nós já não ficaram estarrecidos, senão revoltados, ao lerem pela primeira vez a parábola do filho pródigo? Inclusive conheço alguns que não concordam até hoje com a decisão do amoroso pai em receber seu filho novamente sem ao menos lhe dar nenhum corretivo ou palavra de repreensão. Afinal, quem havia sido um melhor cristão dos dois irmãos, o que ficou e serviu ao pai, ou o que pediu sua parte da herança e gastou tudo prodigamente em prazeres e diversões, porém reconheceu seu erro e voltou para pedir perdão? Acompanhe a leitura e descubra o que Relendo a Bíblia Nos Dias de Hoje nos traz de lição. Continuar lendo

O Jovem Adventista e o Cinema (Parte 2) – Alguns princípios bíblicos

Parte 1 AQUI

Confesso que demorei bastante tempo até decidir expor tão publicamente assim meus pensamento e reflexões sobre o cinema. Não pensem que é fácil para mim, vir aqui e me colocar contra uma espécie de divertimento que durante muitos anos fez parte da minha vida e tomou boa parte do meu tempo. Mas, graças ao conhecimento de Cristo e ação do Espírito Santo em mim pude parar de fazer minha própria vontade e me propus de uma vez por todas a tentar seguir os caminhos de Deus. Também não pensem que foi fácil. Não foi, não é e, talvez, por um bom tempo não seja. Talvez nunca seja. Não foi de uma hora para a outra que parei de ir. Foi preciso muito estudo, muita oração, estudo, mais oração, e por fim fui convencida de que estava errada. Ninguém me convenceu e sim o Espírito. Agora antes de expor meus argumentos (e talvez os de Deus) é preciso que eu conte como isso se deu.

Sinceramente, nunca aceitei o que os pastores e líderes diziam sobre o cinema. Eles falavam sobre a influência dos filmes sobre a mente, que o inconsciente fica susceptível às propagandas, as tão faladas mensagens subliminares, e tantos outros argumentos que talvez vocês também já estejam cansados de ouvir. E creiam-me, eu ouvi e assisti bastante palestras sobre isso. E apesar de tudo isso ser verdade (acessem os links abaixo para saber mais a respeito) eu pensava: “Bom eu nunca matei, roubei, me prostituí, usei drogas e outras substâncias nocivas, nunca traí, e nem fiz nada do que a maioria dos filmes sugere. Logo, não tem problema eu ir ao cinema já que os filmes não exercem poder sobre mim.” E como a maioria dos argumentos contra têm como base a escolha dos filmes eu não via o menor problema em assistir aos bons com direito a som potente, uma mega tela, ar-condicionado, cadeiras confortáveis (nem sempre é verdade) e tudo isso pelo valor de uma meia-entrada.

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Deus, um Mago

Vamos lá, raciocínio rápido.
Quem escreveu o Gênesis?
Moisés escreveu.
Com quem Deus falou através de uma sarça ardente?
Moisés.
Com quem Moisés se encontrou no monte no Sinai?
Deus.
Ora, se Moisés se encontrou com o próprio Deus, teria ele se equivocado e escrito o Gênesis de maneira errada para ser interpretado errado de propósito, ainda mais sabendo que Deus deu tal conhecimento a Moisés?
Em que idioma foi escrito originalmente o livro do Gênesis?
Em hebraico/aramaico.
Você sabia que o verbo “criar”, no texto original, em Gênesis 1.1 é uma palavra especial e única?
Em hebraico, o verbo é “bara” בָּרָא. E o único sujeito que a ele se relaciona é Deus. Não existe menção nenhuma, na Bíblia, deste verbo a outro sujeito.

“No princípio, criou Deus os céus e a terra”. Gênesis 1.1.  בָּרָא (bara)

Apenas Deus poderia ter criado (bara).
E criou o mundo em 6 dias, conforme relatado pelo próprio Deus em suas palavras a Moisés, no monte: “E Deus falou todas estas palavras” (Exôdo 20:1), “pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles existe, mas no sétimo dia descansou, Portanto, o Senhor abençoou o sétimo dia e o santificou”. Êxodo 20:11.
Preciso dizer mais?
Se sim, então continue lendo o texto “Deus, um Mago”.

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O Erro na Construção de Igrejas

Certo dia, anunciaram em minha igreja que aquele templo seria demolido e um novo e maior seria construído no local para que fosse “referência e chamasse atenção pelo seu porte e estrutura”. Eu dificilmente fazia observações, nem lembro de antes ter tomado o microfone na frente de toda a igreja para contestar aquilo, mas naquele dia da apresentação do projeto, eu fui contra. E, ao invés de ouvir opiniões, os irmãos e líderes acabam por fechar seus olhos e ouvidos e não percebem que podem estar cometendo um erro.
Hoje, discurso sobre o tal erro. O erro na construção de igrejas.

Mas construir igrejas é errado?
Como assim!?
Leia a seguir e descubra…

O Erro na Construção de Igrejas

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Relendo a Bíblia nos dias de hoje (01): Interpretada de qualquer jeito?

Muitos dizem interpretar a Bíblia da maneira que bem entendem, que é um livro que pode ser traduzido de qualquer jeito, que é apenas uma questão de interpretação e entendimento. Graças a Deus sua misericórdia e graça estão acima disso!
Mas não é importante ler a Bíblia e buscar entender o que o próprio DEUS quis dizer através de sua Palavra? Ou a interpretação de qualquer um de nós, pecadores, basta? Leia esta crônica e reflita.
Relendo a Bíblia nos Dias de Hoje
Interpretada de Qualquer Jeito?

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